Doação de órgãos: conheça exigências e tire dúvidas sobre transplantes

Rui Gonçalves • 8 de outubro de 2024

A cada 14 pessoas que manifestam interesse em doar órgãos no Brasil, apenas quatro efetuam a doação. De acordo com o Ministério da Saúde, um dos principais obstáculos é a recusa familiar. Por esse motivo, no Dia Nacional da Doação de Órgãos, lembrado nesta sexta-feira (27), a pasta encabeça uma campanha com o tema Doação de órgãos: precisamos falar sim. A proposta é alertar para a necessidade de diálogo e da desmistificação do ato de doar órgãos.

Dentre os motivos citados para não autorizar a doação de órgãos, segundo o ministério, estão a não aceitação da manipulação do corpo; crença religiosa; medo da reação de parentes e familiares; desconfiança da assistência médica; e a não compreensão do diagnóstico de morte encefálica, que leva à ideia que, de alguma forma, seria possível reverter o quadro.

“Por isso, falar sobre o assunto é o primeiro passo para se tornar um doador”, destaca a pasta.

Ao longo do primeiro semestre deste ano, 14.352 transplantes foram realizados via Sistema Único de Saúde (SUS). O número é maior que o registrado no mesmo período de 2023, quando foram contabilizados 13,9 mil procedimentos. Os órgãos mais doados foram rins, fígado, coração, pâncreas e pulmão, além de córnea e medula óssea, que são, tecnicamente, tecidos. Ainda assim, mais de 43 mil brasileiros compõem a lista de espera por um transplante.


>> Confira, a seguir, as principais perguntas e respostas envolvendo o processo de doação de órgãos (com base em informações do Ministério da Saúde:

O que é a doação de órgãos?

É o ato por meio do qual podem ser doadas partes do corpo, sejam órgãos ou tecidos, para serem utilizados no tratamento de outra pessoa com a finalidade de reestabelecer a função de um órgão ou tecido doente.

De um único doador, é possível obter diversos órgãos e tecidos, incluindo rins, fígado, coração, pulmões, pâncreas, intestino, córneas, valvas cardíacas, pele, ossos e tendões.

A doação de órgãos como rim, parte do fígado, parte do pulmão e medula óssea pode ser feita em vida. Já a doação de órgãos de pessoas falecidas somente ocorre após a confirmação do diagnóstico de morte encefálica ou de uma parada cardiorrespiratória.

Na morte encefálica, pacientes sofreram um acidente que provocou traumatismo craniano, como acidente com carro, moto e quedas, ou sofreram um acidente vascular cerebral (AVC).


Por que doar órgãos?

Doar órgãos pode salvar vidas em casos de órgãos vitais, como o coração, além de devolver qualidade de vida nos casos em que o órgão transplantado não é vital, como acontece com os rins.

A doação de órgãos prolonga a expectativa de vida de pessoas que precisam de um transplante, permitindo o restabelecimento da saúde e, muitas vezes, até mesmo a retomada de atividades cotidianas.


O que preciso fazer para ser um doador?

Se você deseja ser um doador de órgãos, avisar aos parentes é o mais importante, já que a lei brasileira exige o consentimento da família para a retirada de órgãos e tecidos para transplante.

Não é necessário deixar a vontade expressa em documentos ou cartórios – basta que sua família atenda ao seu pedido e autorize a doação.

Por isso, comunicar à família que você é um doador de órgãos facilita o processo de transplantes. E se você tem um parente doador, respeite a vontade dele.

O que é um doador de órgãos vivo e o que ele pode doar?

Um doador vivo é qualquer pessoa juridicamente capaz, atendidos os preceitos legais quanto à chamada doação intervivos, que esteja em condições satisfatórias de saúde e que concorde com a doação, desde que não prejudique sua própria saúde.

O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte do pulmão ou parte da medula óssea. A compatibilidade sanguínea é primordial em todos os casos.

Pela lei, parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser doadores em vida. Não parentes, somente com autorização judicial.

Nesse contexto, o doador está sujeito a riscos normais de se submeter a uma cirurgia com anestesia geral. Antes do procedimento, entretanto, são feitos exames a fim de minimizar os riscos.


O que é um doador de órgãos falecido e o que ele pode doar?

Existem dois tipos de doadores falecidos:

- doador falecido após morte encefálica: paciente cuja morte encefálica foi constatada segundo critérios definidos pela legislação do país e que não tenha sofrido parada cardiorrespiratória.

O doador falecido, nessa condição, pode doar coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino, rins, córnea, vasos, pele, ossos e tendões. A retirada dos órgãos é realizada em centro cirúrgico. Para que o procedimento aconteça, é necessária a manutenção da circulação sanguínea do paciente até o momento da retirada do órgão a ser doado.

- doador por parada cardiorrespiratória: paciente cuja morte foi constatada por critérios cardiorrespiratórios (coração parado). O doador falecido, nessa condição, pode doar apenas tecidos para transplante, incluindo córnea, vasos, pele, ossos e tendões.

Em ambos os casos, a doação só acontece mediante autorização da família.


Quem não pode ser um doador de órgãos?

Não existe restrição absoluta para a doação de órgãos. Entretanto, o ato pressupõe alguns critérios mínimos como o conhecimento da causa da morte e a ausência de doenças infecciosas ativas, dentre outros.

Também não poderão ser doadoras pessoas que não possuem documentação ou menores de 18 anos sem a autorização dos responsáveis.


Por que existem poucos doadores de órgãos?

A negativa familiar é um dos principais motivos para que um órgão não seja doado no Brasil.

Atualmente, aproximadamente metade das famílias entrevistadas não concorda que sejam retirados órgãos e tecidos do ente falecido para doação.

Em muitos desses casos, a pessoa poderia ter sido um doador. Daí a necessidade de conversar previamente com sua família sobre o desejo de doar órgãos.


Existe limite de idade para doar órgãos?

O que determina se um órgão é viável ou não para transplante é o estado de saúde do doador. No entanto, algumas condições podem restringir limites de idade em situações específicas.


Para quem vão os órgãos doados?

Para pacientes que necessitam de um transplante e já estão aguardando em uma lista de espera unificada e informatizada.

A posição nessa lista de espera é definida por critérios técnicos como tempo de espera, urgência do procedimento e compatibilidade sanguínea entre doador e receptor.

A compatibilidade genética entre doador e receptores, quando necessária, é determinada por exames laboratoriais. Para alguns tipos de transplantes é exigida ainda a compatibilidade antropométrica (combinação de medidas como peso, altura e circunferências).

Cabe à central estadual de transplantes, por meio do sistema informatizado, gerar a lista de receptores compatíveis com o doador em questão.

Se não existirem receptores compatíveis no estado ou se a unidade federativa em questão não realizar a modalidade de transplante referente ao órgão doado, ele é ofertado à Central Nacional de Transplantes para distribuição nacional.


O que é o Sistema de Lista Única?

O Sistema de Lista Única é constituído pelo conjunto de potenciais receptores brasileiros, natos, naturalizados ou estrangeiros residentes no país, inscritos para o recebimento de cada tipo de órgão, tecido ou célula.

Esse sistema é regulado por um conjunto de critérios específicos para a distribuição a potenciais receptores que constitui o Cadastro Técnico Único (CTU).

A lista é única, organizada por estado ou região, e monitorada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT) e por órgãos de controle federais, o que impossibilita que uma pessoa conste em mais de uma lista, além de permitir que a ordem legal seja obedecida.


Como se identifica um possível doador?

As Organizações de Procura de Órgãos (OPO) atuam em parceria com as Comissões Intra-hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante, junto a hospitais com perfil notificante de uma determinada região geográfica, identificando potenciais doadores e viabilizando o processo de doação.


O que acontece depois de autorizada a doação?

Se existe um doador em potencial, com morte encefálica confirmada e mediante autorização da família para que ocorra a retirada dos órgãos, são mantidos os recursos para a preservação das funções vitais dos órgãos.

As ações seguem a seguinte sequência:

- o hospital notifica a central estadual de transplantes sobre um paciente em morte encefálica (potencial doador de órgãos e tecidos) ou com parada cardiorrespiratória (potencial doador de tecidos);

- a central de transplantes aguarda a confirmação do diagnóstico de morte encefálica e inicia os testes de compatibilidade entre o potencial doador e potenciais receptores em lista de espera. Quando existe mais de um receptor compatível, a decisão de quem vai receber o órgão passa por critérios como tempo de espera e urgência do procedimento;

- a central de transplantes, por meio de um sistema informatizado, gera uma lista de potenciais receptores para cada órgão e comunica aos hospitais onde eles são atendidos;

- as equipes de transplante, junto à central de transplante, adotam as medidas necessárias para viabilizar a retirada dos órgãos (meio de transporte, cirurgiões e pessoal de apoio, por exemplo);

- os órgãos são retirados e o transplante é realizado;

Já nos casos de morte por parada cardiorrespiratória, após avaliação do doador por critérios estabelecidos, também mediante autorização da família, os tecidos são retirados e encaminhados para bancos de tecidos.


Quem retira os órgãos de um doador?

Após a confirmação de morte encefálica, a autorização da família e a localização de um receptor compatível, a retirada dos órgãos para transplante é realizada em um centro cirúrgico, por uma equipe de cirurgiões autorizada pelo Ministério da Saúde e com treinamento específico para esse tipo de procedimento.

Em seguida, o corpo é devidamente reconstituído e liberado para os familiares.


Após a doação, o corpo do doador fica deformado?

Não. Após a retirada dos órgãos e tecidos, a equipe médica recompõe o corpo do doador, sendo visíveis apenas os pontos do local operado, não impedindo a realização do velório.

Para a doação de tecidos oculares, o profissional coloca uma prótese ou outro material como gaze no lugar do globo ocular. Para o fechamento das pálpebras, pode ser usada uma cola apropriada ou pontos internos (não aparentes), de forma que o doador permaneça com o mesmo aspecto, sem qualquer deformidade.

Para a doação de tecidos musculoesqueléticos, são retirados principalmente ossos do braço (úmero) e da coxa (fêmur), além de cartilagens e tendões. Em seguida, a equipe reconstitui o corpo do doador com próteses apropriadas, refazendo as juntas do joelho, quadril, ombro e cotovelo.

Por fim, para a doação de pele, é retirada somente uma fina porção da pele do dorso das costas e das coxas, sem alterações na aparência do doador falecido.


É possível escolher o receptor?

Na doação em vida, sim – desde que atendida a legislação vigente.

Na doação após a morte, nem o doador, nem a família podem escolher o receptor. Ele será sempre o próximo da lista única de espera de cada órgão ou tecido, dentro da área de abrangência da central estadual de transplantes.


O que é morte encefálica?

É a parada definitiva e irreversível do encéfalo, provocando, em poucos minutos, a falência de todo o organismo. O encéfalo inclui o cérebro e o tronco cerebral ou tronco encefálico. Ele é responsável pelas funções essenciais do organismo, como o controle da pressão, da temperatura e da respiração, dentre outras.

Após algumas agressões neurológicas, células do cérebro podem morrer e deixar de cumprir essas funções, apresentando um quadro irreversível. Aparelhos e remédios podem manter a respiração e a pressão do paciente, mas por um espaço curto de tempo.

Quando constatada a morte encefálica, o quadro basicamente significa que a pessoa está morta. Nessa situação, os órgãos podem ser doados para transplante, se a família consentir. Se não houver o consentimento, os aparelhos serão desligados, já que o indivíduo está clínica e legalmente morto.


Posso ter certeza do diagnóstico de morte encefálica?

Sim. O diagnóstico de morte encefálica é regulamentado por uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) e realizado por meio de exames específicos, além da avaliação de dois médicos distintos.

O intervalo mínimo de tempo a ser observado entre os exames clínicos é de no mínimo uma hora em pacientes a partir de 2 anos. Além disso, é obrigatória a confirmação do diagnóstico por, pelo menos, um dos seguintes exames complementares: angiografia cerebral, cintilografia cerebral, ultrassom com doppler transcraniano ou eletroencefalograma.



Como o corpo é mantido após a morte encefálica?

Para a manutenção hemodinâmica do corpo após a morte encefálica, o coração é induzido a funcionar por meio da administração de medicamentos; o pulmão funciona com a ajuda de aparelhos; e o corpo continua sendo alimentado por via endovenosa.


Morte encefálica é o mesmo que coma?

Não. A morte do encéfalo não é a mesma coisa que o coma. Algumas pessoas confundem morte encefálica com coma, mas as condições são completamente diferentes.

O coma é reversível, ou seja, a pessoa ainda pode acordar. Já no caso de um paciente com morte encefálica, não há possibilidade de acordar novamente, já que o cérebro para de funcionar e o sangue deixa de circular, não levando mais oxigênio para as células e acarretando perda irreversível das funções cerebrais.


Por Rui Gonçalves • 7 de outubro de 2026
O Conselho Federal de Nutrição (CFN) realizou, nos dias 1º e 2 de outubro, em Brasília, o I Encontro de Gestores da Política de Prevenção e Enfrentamento da Discriminação e do Assédio (PPEDA). A atividade reuniu representantes do Sistema CFN/CRN para promover formação e alinhamento das ações necessárias à implementação da Política. Instituída pela Resolução CFN nº 835, de 4 de dezembro de 2025, a PPEDA estabelece diretrizes para a prevenção, o acolhimento, a apuração e a responsabilização de situações de assédio, discriminação e outras formas de violência no ambiente de trabalho. A Política também prevê ações permanentes de capacitação, sensibilização e monitoramento, tanto para os gestores quanto para os funcionários. A implementação da PPEDA é resultado de um processo de construção conduzido pelo Comitê Gestor, instituído em 2024. Ao longo de 20 meses de atividades, foram realizadas 14 reuniões on-line e um encontro presencial, envolvendo representantes do CFN e dos Conselhos Regionais de Nutrição. O trabalho resultou na instituição da Política e no desenvolvimento de instrumentos para apoiar sua implementação no Sistema CFN/CRN. Durante os dois dias, os participantes discutiram temas relacionados à prevenção e ao enfrentamento do assédio e da discriminação, como saúde mental, riscos psicossociais, comunicação não violenta, inteligência emocional, assédio moral e sexual e relações de trabalho. A programação também abordou os impactos da nova redação da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que trata do gerenciamento de riscos ocupacionais e passou a incluir expressamente os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho, e o papel das lideranças na prevenção e no enfrentamento do assédio. O encontro também promoveu o alinhamento das ações do Sistema CFN/CRN. Entre os encaminhamentos estiveram a discussão sobre os fluxos de implementação da PPEDA, o compartilhamento de boas práticas e desafios e a definição das próximas ações do Comitê Gestor. A PPEDA estabelece uma atuação baseada em quatro eixos: prevenção, acolhimento, apuração e responsabilização e monitoramento. A proposta é atuar não apenas diante de situações já ocorridas, mas também na prevenção e na transformação da cultura organizacional, com ações educativas e de sensibilização contínuas.
Por Rui Gonçalves • 7 de outubro de 2026
A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou nesta quarta-feira (7) o primeiro guia de enfrentamento à obesidade em crianças e adolescentes. A prevalência da obesidade nessa faixa etária, segundo a entidade, quadruplicou desde 1990, passando de 2% para 8%. Dados da agência das Nações Unidas especializada em saúde mostram que, em 2024, 170 milhões de crianças e adolescentes com idade entre 5 e 19 anos eram obesas, incluindo 70 milhões com idade entre 5 e 9 anos e 100 milhões com idade entre 10 e 19 anos. Em nota, a OMS destacou que a obesidade figura como uma doença crônica e recorrente, cujas consequências podem surgir mesmo na infância, aumentando o risco de doenças não transmissíveis, incluindo diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. “Crianças e adolescentes com obesidade também podem sofrer estigma, discriminação e bullying. Prevenir e controlar a obesidade é fundamental para proteger a saúde física e mental de crianças e adolescentes, bem como para apoiar seu crescimento saudável, educação, bem-estar social e qualidade de vida.” Tratamento Para crianças e adolescentes obesos, a entidade recomenda intervenções estruturadas envolvendo dieta, atividade física e mudança de comportamento, realizadas individualmente ou como parte de um programa multimodal. “Intervenções de saúde digital são recomendadas condicionalmente, mediante supervisão dos pais ou cuidadores”, destacou a OMS. A organização não recomenda tratamento farmacológico, cirurgia bariátrica (que altera o tamanho do estômago e o trato digestivo) ou dispositivos para perda de peso para crianças com até 9 anos. No caso de adolescentes com idade entre 10 e 19 anos, o tratamento com medicamentos aprovados, como as chamadas canetas emagrecedoras, segundo a entidade, pode ser considerado apenas quando um programa multimodal de estilo de vida supervisionado não tiver alcançado os resultados esperados. “A cirurgia bariátrica pode ser considerada, sob condições rigorosas, para adolescentes com obesidade grave.”
Por Rui Gonçalves • 7 de outubro de 2026
O número de pessoas com doenças inflamatórias intestinais (DII) cresceu cinco vezes no Brasil, entre 2012 e 2025. A incidência dessas enfermidades – como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa – passou de 30 para 158 casos por 100 mil habitantes no período. O dado é de um estudo apresentado no 74º Congresso Brasileiro de Coloproctologia , que ocorre até este sábado (26), em Balneário Camboriú (SC). O levantamento foi feito por dois membros da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP): Abel Quaresma, da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), e Paulo Kotze, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). Eles trabalharam em parceria com pesquisadores das universidades de Calgary (Canadá), de São Paulo (USP), estadual de Campinas (Unicamp), entre outras. Com base em registros do Sistema Único de Saúde (SUS) , os pesquisadores constataram ainda que o número de novos casos diagnosticados, por ano, aumentou de 9,35 para 12,34 no mesmo período. Entenda As doenças inflamatórias intestinais são enfermidades autoimunes, ou seja, elas aparecem quando o sistema imunológico começa a atacar as próprias células e tecidos da própria pessoa. Com isso, há um processo crônico de inflamação.
Por Rui Gonçalves • 15 de setembro de 2026
Nesta terça-feira, 15 de setembro, a Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (LOSAN) completa 20 anos. Instituída pela Lei nº 11.346, de 15 de setembro de 2006, a legislação representa um dos principais marcos brasileiros na construção de políticas destinadas à promoção e à garantia do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA). Logo em seu artigo 2º, a LOSAN estabelece que “a alimentação adequada é direito fundamental do ser humano”, indispensável à realização dos demais direitos previstos na Constituição Federal. A legislação também atribui ao poder público a responsabilidade de adotar políticas e ações necessárias para promover e garantir a Segurança Alimentar e Nutricional. A publicação da lei, há duas décadas, contribuiu para consolidar no ordenamento jurídico brasileiro uma compreensão da alimentação que vai além da disponibilidade de alimentos. Alimentar-se adequadamente envolve acesso, qualidade, regularidade, cultura, sustentabilidade e condições sociais que possibilitem às pessoas exercer esse direito com dignidade. LOSAN criou o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional Entre os principais legados da LOSAN está a criação do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN), estruturado para articular poder público e sociedade civil na formulação e implementação de políticas, planos, programas e ações voltados à garantia do Direito Humano à Alimentação Adequada. A própria legislação estabelece uma concepção ampla de Segurança Alimentar e Nutricional. Ela compreende a realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade e em quantidade suficiente, sem comprometer o atendimento de outras necessidades essenciais. Também considera que as práticas alimentares devem ser promotoras da saúde, respeitar a diversidade cultural e ser ambiental, cultural, econômica e socialmente sustentáveis. Essa compreensão permite reconhecer que alimentação e Nutrição estão diretamente relacionadas a temas como renda, produção e abastecimento de alimentos, agricultura familiar, saúde, educação, assistência social, cultura alimentar, sustentabilidade e redução das desigualdades. Vinte anos depois, os princípios estabelecidos pela LOSAN permanecem atuais diante dos desafios relacionados à garantia do acesso à alimentação adequada e saudável, às diferentes manifestações da má nutrição, às desigualdades sociais e às transformações dos sistemas alimentares. Nutricionistas também fazem parte dessa história A atuação de nutricionistas atravessa diferentes espaços relacionados à efetivação da Segurança Alimentar e Nutricional. Esses profissionais estão presentes na saúde, na alimentação escolar, na assistência social, na gestão de políticas públicas, na produção e oferta de refeições, na educação alimentar e nutricional, na pesquisa e em diferentes espaços de participação e controle social. Para o presidente do Conselho Regional de Nutrição da 6ª Região (CRN-6), Rafael Azeredo, os 20 anos da LOSAN representam uma oportunidade de reconhecer as conquistas construídas nas últimas duas décadas e, ao mesmo tempo, reafirmar compromissos para o futuro. “Celebrar os 20 anos da LOSAN é reconhecer uma conquista histórica, mas também reafirmar um compromisso que continua muito atual. A alimentação adequada é um direito e garantir esse direito exige políticas públicas, participação social e profissionais comprometidos com a Segurança Alimentar e Nutricional. Nutricionistas estão presentes em diferentes pontos dessa construção, da alimentação escolar à saúde, da assistência social à gestão pública. Como Conselho, defendemos uma Nutrição que compreenda a alimentação também como direito, cultura, dignidade e cidadania”, destaca Rafael Azeredo. Para o CRN-6, celebrar as duas décadas da LOSAN também significa reconhecer a responsabilidade da Nutrição no fortalecimento das políticas públicas de alimentação e nutrição e na construção de caminhos para que o direito estabelecido pela legislação seja vivido concretamente nos diferentes territórios. Um direito que precisa chegar a todas as mesas A trajetória iniciada com a LOSAN também evidencia a importância da articulação entre diferentes setores do poder público e da participação da sociedade civil na construção das políticas de Segurança Alimentar e Nutricional. Ao completar 20 anos, a lei permanece como referência para pensar não apenas o acesso aos alimentos, mas que alimentos chegam à população, como são produzidos, em quais condições são acessados e de que maneira as políticas públicas podem contribuir para sistemas alimentares mais justos, saudáveis e sustentáveis. A data, portanto, vai além da celebração de um marco legal. É também oportunidade para reafirmar que enfrentar a fome e todas as manifestações da má nutrição, promover a alimentação adequada e saudável e fortalecer as políticas de Segurança Alimentar e Nutricional são compromissos permanentes. Há 20 anos, a LOSAN inscreveu em lei um princípio fundamental: alimentação adequada é direito. Fazer esse direito chegar a todas as pessoas continua sendo uma construção coletiva.
Por Rui Gonçalves • 12 de setembro de 2026
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) estabeleceu a obrigatoriedade de recadastramento no novo sistema de gestão do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). A medida consta da Portaria MTE nº 1.582/2026, publicada no Diário Oficial da União em 8 de setembro. A determinação alcança todos os nutricionistas, empresas beneficiárias, empresas fornecedoras e empresas facilitadoras já registradas no Programa. De acordo com a Portaria, os dados deverão ser integralmente recadastrados no prazo de 30 dias, contado da data de publicação da norma. A atualização é necessária porque, segundo o MTE, não é tecnicamente possível migrar e reaproveitar os dados cadastrais mantidos no sistema anterior. Quem não realizar o procedimento dentro do prazo terá o cadastro no PAT automaticamente excluído. Como fazer o recadastramento O acesso ao novo sistema do PAT é realizado exclusivamente por meio de autenticação eletrônica pela conta gov.br. pelo link: https://novopat.trabalho.gov.br/login
Por Rui Gonçalves • 5 de setembro de 2026
No dia 5 de setembro de 1908, nascia, no Recife, Josué de Castro, médico, professor, pesquisador, escritor, geógrafo e uma das figuras mais importantes da história brasileira no enfrentamento à fome. Autor de obras fundamentais, como “Geografia da Fome” e “Geopolítica da Fome”, Josué contribuiu para demonstrar que a fome não deveria ser compreendida como uma consequência inevitável da natureza ou da escassez de alimentos. Sua obra evidenciou as relações entre fome, desigualdade e condições sociais, ajudando a transformar o tema em uma questão política e de interesse público. Sua atuação ultrapassou as fronteiras brasileiras. Josué de Castro presidiu o Conselho Executivo da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), foi deputado federal e levou internacionalmente o debate sobre o enfrentamento à fome. Para o presidente do Conselho Regional de Nutrição da 6ª Região (CRN-6), Rafael Azeredo, revisitar seu legado também significa reafirmar compromissos que permanecem centrais para a Nutrição. “Josué de Castro nos ensinou a enxergar a fome para além da ausência de comida. Seu pensamento continua nos convocando a compreender a alimentação como um direito e a enfrentar as desigualdades que impedem tantas pessoas de exercê-lo. Para nós, nutricionistas, especialmente no Nordeste, manter esse legado vivo também significa defender políticas públicas, a Segurança Alimentar e Nutricional e o Direito Humano à Alimentação Adequada”, destaca Rafael Azeredo. Nascido em Pernambuco e reconhecido internacionalmente, Josué deixou um pensamento que permanece atual diante dos desafios relacionados à fome e ao acesso à alimentação adequada. Neste aniversário de seu nascimento, o CRN-6 celebra sua trajetória e reconhece a contribuição de Josué de Castro para uma compreensão da alimentação profundamente ligada à dignidade, à justiça social e ao direito à vida.
Por Rui Gonçalves • 1 de setembro de 2026
O Conselho Regional de Nutrição da 6ª Região (CRN-6) realizou, no dia 31 de agosto, o Conecta Maceió 2026, encerrando em Alagoas o circuito promovido pelo Regional durante o mês do nutricionista. Realizado no Centro Cultural Reitor João Sampaio, do CESMAC, o encontro reuniu mais de mil pessoas, entre nutricionistas e estudantes de Nutrição, em uma programação dedicada à formação profissional, à ciência, à Segurança Alimentar e Nutricional e à valorização da categoria. Depois de passar por Recife (PE), Campina Grande (PB), Mossoró (RN) e Petrolina (PE), o Conecta chegou à capital alagoana no próprio Dia do Nutricionista, transformando a data em um grande encontro entre profissionais, estudantes, instituições de ensino, entidades representativas e diferentes órgãos comprometidos com a promoção da saúde e com o Direito Humano à Alimentação Adequada. Minicursos abriram a programação em parceria com a ALNUT As atividades começaram ainda pela manhã, com seis minicursos simultâneos, realizados em parceria com a Associação Alagoana de Nutrição (ALNUT) e com o apoio do CESMAC. A programação abordou diferentes campos de atuação e temas contemporâneos da Nutrição: “Suplementação na pré-concepção e na gestação”, com Mônica Assunção; “Amamentação nos primeiros 1000 dias de vida: Nutrição, imunidade e desenvolvimento”, com Renata Moura; “O dilema de uma droga potente diante de uma doença persistente”, com Denis Esper Cintra; “Da política ao descarte: o papel do nutricionista na Segurança Alimentar e Nutricional”, com Vitinho Gouveia; “Do Prato ao Comportamento: Estratégias Práticas para a Seletividade Alimentar no TEA”, com Andreza de Araujo Luna; e “Aplicando o Guia Alimentar para a População Brasileira: Caminhos e ferramentas para a prática profissional”, com Nayara Leite. A realização dos minicursos ampliou a proposta formativa do Conecta Maceió, aproximando profissionais e estudantes de discussões diretamente relacionadas à prática profissional e aos diferentes espaços ocupados pela Nutrição. União de instituições pela Nutrição e pela Segurança Alimentar e Nutricional À tarde, a solenidade oficial de abertura reuniu diferentes instituições em uma mesa que expressou a proposta de articulação defendida pelo CRN-6. Participaram da composição Rafael Azeredo, presidente do CRN-6; Manuela Dolinski, presidente do Conselho Federal de Nutrição (CFN); Maria das Graças Cavalcanti, presidente do SINDNUT/AL; Prof. Haroldo Ferreira, presidente da ALNUT; José Joaquim da Silva Neto, representante da Executiva Nacional dos Estudantes de Nutrição; Bruno Lamenha, Procurador Regional dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal em Alagoas; Bruno Tavares, delegado da Polícia Civil de Alagoas; Alexandra Beurlen, promotora de Justiça de Alagoas; Douglas Apratto Tenório, vice-reitor do CESMAC; e Franklin Amorim Machado, representante da SESAU. A presença conjunta do Conselho profissional, entidades da categoria, representação estudantil, instituições de ensino, Ministério Público Federal, Ministério Público de Alagoas, Polícia Civil e gestão pública de saúde marcou um dos principais sentidos do encontro: unir diferentes forças em defesa da Nutrição, dos nutricionistas e da Segurança Alimentar e Nutricional . “Um Conselho presente, uma Nutrição mais forte” Durante a programação, o presidente do CRN-6, Rafael Azeredo , apresentou as ações desenvolvidas pelo Regional e destacou a proposta de construir um Conselho cada vez mais próximo da categoria e dos territórios. Em sua fala, Rafael apresentou resultados da atuação do CRN-6 nos quatro estados de sua jurisdição, com destaque para as ações de fiscalização, articulação institucional, formação profissional e defesa da Segurança Alimentar e Nutricional. Entre os resultados apresentados esteve o trabalho desenvolvido pelo Regional em relação ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) em Alagoas. Entre fevereiro de 2024 e agosto de 2026, o número de nutricionistas integrantes do quadro técnico passou de 56 para 166, enquanto os municípios sem responsável técnico passaram de 50 para 16. Outro resultado destacado foi a redução de 46 para zero no número de municípios alagoanos sem qualquer nutricionista registrado no SIGPNAE. A atuação envolve fiscalização e articulação com instituições como o Ministério Público, fortalecendo o acompanhamento das condições de execução da política de alimentação escolar e da presença adequada de nutricionistas. Ao apresentar o trabalho desenvolvido pelo Regional, Rafael sintetizou a perspectiva que orienta a atual atuação institucional: “CRN-6: um Conselho presente, uma Nutrição mais forte”. Ciência e atualização profissional A programação científica teve como um dos destaques a palestra magna “Obesidade e cérebro: os danos neurais no hipotálamo e os desafios para o cuidado nutricional”, ministrada pelo professor Denis Esper Cintra, da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). O Conecta também promoveu duas mesas de discussão. A primeira, “Obesidade em Debate: políticas públicas, cuidado e equidade em saúde”, contou com mediação do professor Haroldo Ferreira e participação de Pabyle Flauzino, com uma abordagem voltada ao cuidado em saúde sem estigmatização dos corpos. A segunda mesa, “Promoção da Saúde: da Alimentação Coletiva ao Cuidado Clínico”, teve mediação da professora Giane Meyre e reuniu Islândia Bezerra, discutindo sistemas alimentares sustentáveis e alimentação coletiva; Andréa Aragão, abordando evidências para uma Nutrição centrada na pessoa; e Thaysa Brandão, tratando do papel estratégico do nutricionista na promoção da saúde ao longo do ciclo da vida. Mostra Se Liga valoriza experiências acadêmicas Outro espaço de destaque foi a Mostra Se Liga , que integrou estudantes, docentes e instituições de ensino em torno da apresentação de experiências de ensino, pesquisa e extensão. Os trabalhos apresentados abordaram temas como educação alimentar e nutricional, Segurança Alimentar e Nutricional, população em situação de rua, saúde materno-infantil, diabetes, fibrose cística, alimentação na infância e tecnologias educativas. A iniciativa abriu espaço dentro do Conecta para que experiências desenvolvidas nas instituições de ensino também circulassem entre os participantes, aproximando formação acadêmica, atuação profissional e necessidades da sociedade. CRN-6 lança aplicativo durante o evento O Conecta Maceió também marcou o lançamento do App Conecta CRN-6, nova ferramenta do Conselho para ampliar e facilitar o acesso da categoria aos serviços institucionais. A plataforma reúne recursos como Carteira de Identidade Profissional em formato digital, acesso aos serviços do CRN-6, autoatendimento, chat e notícias, fortalecendo a estratégia de modernização e aproximação do Conselho com nutricionistas e técnicos em Nutrição e Dietética. O lançamento integrou a apresentação institucional conduzida por Rafael Azeredo e simbolizou mais uma etapa do processo de transformação digital do Regional. Homenagem à nutricionista Júlia Levino Em um dia dedicado à valorização da profissão, o CRN-6 também reservou espaço para reconhecer quem ajudou a construir a história da Nutrição em Alagoas. A nutricionista Júlia Levino, a profissional mais antiga de Alagoas, foi homenageada durante o Conecta Maceió pelos serviços prestados à Nutrição e por sua trajetória profissional. A homenagem conectou diferentes gerações da categoria em um encontro que reuniu desde estudantes que estão iniciando sua formação até profissionais que carregam décadas de contribuição à Nutrição alagoana. A programação contou ainda com apresentações culturais, ampliando a celebração do Dia do Nutricionista e valorizando também a cultura no encontro promovido pelo Regional. Um circuito para conectar a Nutrição O Conecta 2026 percorreu os quatro estados que integram a jurisdição do CRN-6, promovendo encontros em Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas. Mais do que uma programação comemorativa, o circuito aproximou o Conselho dos profissionais e estudantes, promoveu atualização técnico-científica, abriu espaços de diálogo sobre o exercício profissional e fortaleceu articulações com instituições públicas, entidades representativas e instituições de ensino. Encerrar esse percurso em Maceió, no 31 de agosto, deu ao encontro um significado especial: celebrar o Dia do Nutricionista colocando a própria Nutrição em movimento, conectando ciência, profissão, políticas públicas, cultura e sociedade.
25 de agosto de 2026
O Conselho Regional de Nutrição da 6ª Região (CRN-6) lança, no próximo 31 de agosto, o Conecta Nutri, aplicativo criado para ampliar e facilitar o acesso de nutricionistas e Técnicos em Nutrição e Dietética aos serviços do Conselho. A apresentação oficial acontecerá durante o Conecta Maceió (AL), no Centro Cultural do CESMAC, integrando as celebrações pelo Dia do Nutricionista. A nova ferramenta representa mais uma etapa do processo de modernização dos serviços do CRN-6 e foi pensada para reunir, em um único ambiente digital, funcionalidades que fazem parte da relação cotidiana dos profissionais com o Conselho. Entre as novidades está a Carteira de Identidade Profissional em formato digital, permitindo que o profissional tenha sua identificação disponível diretamente no celular. O aplicativo também reunirá serviços de autoatendimento, atendimento por chat, notícias, informações institucionais e acesso a diferentes serviços do CRN-6. Um Conselho cada vez mais perto Com jurisdição em Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, o CRN-6 atende profissionais distribuídos por um território amplo. A ampliação dos canais digitais é uma das estratégias para reduzir distâncias e tornar o relacionamento com o Conselho mais simples e acessível. Para o presidente do CRN-6, Rafael Azeredo, o lançamento do aplicativo no Dia do Nutricionista também simboliza o compromisso da instituição com a melhoria contínua dos serviços oferecidos à categoria. “Queremos um Conselho cada vez mais próximo dos nutricionistas e Técnicos em Nutrição e Dietética. O Conecta Nutri nasce justamente com esse propósito: facilitar o acesso, diminuir distâncias e reunir serviços importantes em um espaço que estará disponível na palma da mão. Lançar essa ferramenta no Dia do Nutricionista é também uma maneira de celebrar a profissão olhando para o futuro e para aquilo que podemos melhorar na relação entre o Conselho e a categoria”, afirma Rafael Azeredo. A expectativa é que o aplicativo se torne uma das principais portas de entrada digitais para os serviços do CRN-6, facilitando demandas que hoje exigem a utilização de diferentes canais. Carteira de Identidade Profissional em formato digital Um dos principais recursos apresentados com o Conecta Nutri será a Carteira de Identidade Profissional em formato digital. A funcionalidade amplia a praticidade no acesso à identificação profissional e integra a carteira ao conjunto de soluções digitais disponibilizadas pelo Conselho. Além dela, o aplicativo permitirá acessar funcionalidades de autoatendimento, acompanhar informações institucionais e notícias e utilizar um chat de atendimento, concentrando diferentes possibilidades em um único ambiente. A proposta é simples: reduzir caminhos. Em vez de buscar diferentes canais para acessar informações e serviços, o profissional poderá encontrar parte importante dessa relação com o CRN-6 diretamente no aplicativo. Tecnologia a serviço da categoria A implantação do Conecta Nutri envolve diretamente o trabalho da área de Tecnologia da Informação do Conselho, responsável por articular as necessidades institucionais às soluções digitais oferecidas aos profissionais. Para Nairton Severiano, chefe de Tecnologia da Informação do CRN-6, o aplicativo representa um avanço na experiência de nutricionistas e TNDs com os serviços digitais da instituição. “O Conecta Nutri foi pensado para simplificar a experiência do profissional com o CRN-6. Estamos reunindo em um único ambiente serviços, atendimento, informações e a Carteira de Identidade Profissional em formato digital. É um avanço importante porque utiliza a tecnologia para reduzir caminhos e tornar o Conselho mais acessível, independentemente de onde o profissional esteja”, explica Nairton. Segundo ele, o lançamento também abre caminho para a evolução contínua dos serviços digitais oferecidos pelo Conselho. “Não estamos falando apenas do lançamento de um aplicativo. Estamos estruturando uma nova maneira de o profissional se relacionar digitalmente com o Conselho. O Conecta Nutri nasce com um conjunto de funcionalidades e com a perspectiva de evoluir, incorporando novos serviços e melhorias a partir das necessidades da categoria”, acrescenta. Profissionais devem manter dados atualizados Com a chegada da nova plataforma, o CRN-6 chama atenção para uma providência importante: nutricionistas e Técnicos em Nutrição e Dietética devem manter seus dados cadastrais atualizados junto ao Conselho. A atualização contribui para o correto acesso às funcionalidades digitais e para que os canais de relacionamento do CRN-6 consigam alcançar os profissionais com informações e serviços. Por isso, neste período de lançamento, a orientação é que a categoria confira seus dados e, quando necessário, realize a atualização cadastral. Lançamento acontece no Conecta Maceió A apresentação oficial do Conecta Nutri acontecerá no dia 31 de agosto, durante o Conecta Maceió, evento que encerra o circuito promovido pelo CRN-6 em celebração ao mês do Nutricionista. O lançamento terá um momento específico dentro da programação para apresentar ao público a plataforma, suas funcionalidades e as possibilidades de utilização. A escolha do Conecta para apresentar a novidade também dialoga com a própria proposta que orientou as ações do CRN-6 ao longo de agosto: aproximar o Conselho da categoria e criar novas possibilidades de conexão. Depois de percorrer cidades e reunir profissionais presencialmente, o Conecta ganha também uma dimensão digital.
Por Rui Gonçalves • 25 de agosto de 2026
O Conselho Regional de Nutrição da 6ª Região (CRN-6) realiza, no próximo 31 de agosto, Dia do Nutricionista, o Conecta Maceió (AL). O evento encerra o circuito de encontros promovido pelo Conselho ao longo do mês de agosto e transforma a capital alagoana em ponto de encontro para profissionais, estudantes, docentes, pesquisadores e instituições ligadas à Alimentação e Nutrição. A programação acontece ao longo de todo o dia e foi construída para articular formação, ciência, exercício profissional e valorização da categoria. Pela manhã, serão realizados seis minicursos simultâneos, em parceria com a Associação Alagoana de Nutrição (ALNUT), ampliando as possibilidades de atualização e aprofundamento técnico dos participantes. À tarde e à noite, o Centro Cultural do CESMAC recebe a programação principal do Conecta, com solenidade de abertura, apresentações culturais, lançamento do aplicativo Conecta CRN-6, apresentação institucional, conferência e mesas temáticas. Para o presidente do CRN-6, Rafael Azeredo, realizar o encontro justamente no Dia do Nutricionista amplia o significado da programação. “Chegamos a Maceió depois de percorrer diferentes cidades da nossa jurisdição, aproximando o Conselho dos profissionais e dos estudantes. Celebrar o Dia do Nutricionista dessa maneira diz muito sobre o que acreditamos: uma profissão se fortalece quando encontra espaços para dialogar, atualizar conhecimentos, construir coletivamente e pensar o seu futuro. O Conecta é também um convite para que a categoria esteja cada vez mais próxima do seu Conselho”, destaca Rafael. Ciência e debates sobre os desafios da profissão A programação científica abordará diferentes dimensões da atuação profissional, incluindo obesidade, sistemas alimentares, cuidado nutricional, alimentação coletiva, promoção da saúde e equidade. Entre os destaques está a conferência “Obesidade e cérebro: os danos neurais no hipotálamo e os desafios para o cuidado nutricional”, conduzida pelo professor Denis Esper Cintra, da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). O evento também contará com mesas que aproximam diferentes perspectivas sobre obesidade, políticas públicas, sistemas alimentares, cuidado não estigmatizante, Nutrição centrada na pessoa e promoção da saúde ao longo do ciclo da vida. Segundo Adriana Paffer, coordenadora da Comissão Organizadora do Conecta, a programação foi pensada para mostrar a amplitude da Nutrição e favorecer encontros entre diferentes experiências profissionais. “O Conecta foi construído a muitas mãos. Em cada edição, buscamos reunir temas que dialogam com o cotidiano profissional, mas também criar um espaço em que nutricionistas, estudantes, docentes e instituições possam se encontrar. Em Maceió, encerramos esse circuito com uma programação muito ampla, que vai dos minicursos aos grandes debates científicos. É esse movimento de estar junto, trocar experiências e conectar saberes que dá sentido ao Conecta”, afirma Adriana. Mostra Se Liga valoriza experiências da formação em Nutrição Outro destaque será a Mostra Se Liga 2026 , espaço destinado à apresentação de experiências desenvolvidas por estudantes e ligas acadêmicas de Nutrição de instituições de ensino de Alagoas. Os trabalhos selecionados abordam temas como Educação Alimentar e Nutricional, Segurança Alimentar e Nutricional, saúde materno-infantil, doenças crônicas, avaliação da composição corporal, extensão universitária e promoção da saúde. A Mostra permanecerá aberta ao longo da programação, possibilitando que os participantes conheçam projetos desenvolvidos no ambiente acadêmico e dialoguem diretamente com seus autores. Um circuito para aproximar o CRN-6 da categoria O Conecta integra as ações do CRN-6 em celebração ao mês do Nutricionista e, ao longo de agosto, percorreu diferentes cidades da jurisdição do Conselho, criando espaços descentralizados de encontro e atualização profissional. Em Maceió, a expectativa ganhou proporções ainda maiores. A poucos dias do evento, o Conecta já contabiliza 1.470 inscritos entre nutricionistas e estudantes, demonstrando a mobilização da categoria e da comunidade acadêmica alagoana. Mais do que encerrar o circuito, a edição de Maceió sintetiza a proposta que acompanhou todo o projeto: aproximar pessoas, instituições e diferentes campos de atuação para pensar coletivamente os caminhos da profissão. No dia em que o Brasil celebra quem escolheu a Nutrição como profissão, o CRN-6 encerra o mês com um convite que atravessou todo o circuito: conectar saberes para transformar vidas.
17 de agosto de 2026
O Conselho Regional de Nutrição da 6ª Região (CRN-6) divulga a lista de trabalhos aprovados para participação na Mostra Se Liga 2026, que integra a programação do Conecta Alagoas, no dia 31 de agosto, em Maceió. A iniciativa abre espaço para experiências desenvolvidas por estudantes e ligas acadêmicas de Nutrição de instituições de ensino de Alagoas, valorizando projetos que articulam formação, ciência, extensão universitária e atuação junto à sociedade. Entre os trabalhos selecionados estão experiências relacionadas à Educação Alimentar e Nutricional, Segurança Alimentar e Nutricional, saúde materno-infantil, doenças crônicas, inovação na avaliação nutricional, extensão universitária e promoção da saúde. Os trabalhos aprovados representam diferentes instituições de ensino superior e mostram a diversidade de experiências construídas durante a formação em Nutrição. Orientações para os trabalhos aprovados Os estudantes responsáveis pelos trabalhos selecionados deverão providenciar a confecção do banner, seguindo o tamanho padrão de 1,20 m de altura x 0,80 m de largura. Os banners deverão permanecer expostos durante todo o dia da Mostra Se Liga. Além disso, os autores deverão se organizar para garantir a presença de pelo menos um integrante do trabalho junto ao banner durante todos os momentos destinados à programação da Mostra, possibilitando a apresentação do projeto, o diálogo com os participantes e a avaliação das experiências. É responsabilidade de cada grupo assegurar que o trabalho esteja representado durante todo o horário estabelecido para a Mostra, com revezamento entre os autores quando necessário. A proposta da Mostra Se Liga é transformar o espaço em um ponto de encontro entre estudantes, profissionais e instituições, permitindo que experiências desenvolvidas dentro e fora das universidades circulem, sejam compartilhadas e inspirem novas práticas em Alimentação e Nutrição. A atividade integra as celebrações do Dia do Nutricionista, dentro da programação do Conecta Alagoas, promovido pelo CRN-6. No dia 31 de agosto, ciência, formação profissional e experiências acadêmicas estarão juntas para mostrar também quem está construindo o futuro da Nutrição em Alagoas. Lista de trabalhos aprovados na Mostra Se Liga Oficinas culinárias como estratégia de educação alimentar e inclusão social para pessoas em situação de rua: relato de experiência extensionista Autores: Alanycléia Alves Vasconcelos; Amanda Roberta Souza Silva; Ana Beatriz Macêdo dos Santos Silva; Helena Brito da Silva; Isabely Keytt da Silva; João Kayky Silva de Melo. Orientadora: Bárbara Moraes. Instituição: UNINASSAU Maceió. Acolhe-MI: o uso de podcast como estratégia de divulgação científica e educação em saúde materno-infantil Autores: Dulce Camilly de Mendonça Marinho Wanderley; Roberta Valenthina de Melo Bezerra Crispim; Hyuan Henrique de Souza; Natália Barros Diniz; Maria Izabel Siqueira de Andrade; Aryanne da Silva Nascimento. Orientadora: Maria Izabel Siqueira de Andrade. Instituição: Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Abordagem nutricional lúdica com crianças assistidas por um Centro de Recuperação e Educação Nutricional (CREN) de Maceió-AL: educação alimentar e nutricional como estratégia de promoção da saúde Autores: Raphaela Costa Ferreira Lemos; Isabelly Vitória Silva Barbosa Leite; Rayssa Camylla da Silva Toledo; Manuela Andrade Bezerra; Maria Eduarda Ferro Silva. Orientadora: Marilene Brandão Tenório Fragoso. Instituição: Afya Centro Universitário Unima. Políticas que Nutrem: Educação Alimentar e Nutricional para o fortalecimento da Segurança Alimentar e Nutricional na Atenção Primária à Saúde Autores: Cinthia Myrelle; Isabelle Rodrigues; Julia Luiza; Larissa Braz; Maria Eduarda. Orientadora: Palloma Krishna Araújo Alves Costa. Instituição: Centro Universitário Mario Pontes Jucá (UMJ). Projeto SOFIA: inovação na avaliação da composição corporal por ultrassonografia em crianças e adolescentes com fibrose cística Autores: Maria Eduarda Azevedo Souza; Graciely Passos dos Santos; Bruno Gabriel Agostinho de Araújo; Mikael da Silva Oliveira; Aryanne da Silva Nascimento; Maria Izabel Siqueira de Andrade. Orientadora: Maria Izabel Siqueira de Andrade. Instituição: Universidade Federal de Alagoas (UFAL). LIEAN: Transformando Saberes em Práticas de Educação Alimentar e Nutricional Autores: Grazielle Evelyn Tourinho dos Santos; Maria Júlia Neco dos Santos Oliveira; Maria Luiza Salvador dos Santos; Clara Letticia Nascimento Albuquerque; Amanda Maria Monteiro Ferreira; Isadora Bianco Cardoso de Menezes. Instituição: Centro Universitário CESMAC-AL. Construção de uma cartilha educativa para o manejo do diabetes: relato de experiência da LANDC na extensão universitária Autores: Adriana Carla Ferreira dos Santos; Gabriel dos Santos Farias; Hiolanda Praxedes Barros Monteiro; Monique de Alcântara Silva; Vanessa Vitória Sobral Oliveira da Silva. Orientadora: Laís Nanci Pereira Navarro Pessoa. Instituição: Centro Universitário Estácio de Alagoas. Além da sala de aula: formação integral em Nutrição por meio de atividades de ensino, pesquisa e extensão Autores: Lydia Rafaella de Oliveira Felix; Jully Gonçalves Leite de Albuquerque; Jessica Batista dos Santos; Lavínia Pires da Silva; Luís Antônio Bomfim dos Santos. Orientadora: Lais Nanci Pereira Navarro Pessoa. Instituição: Centro Universitário Estácio de Alagoas. Tabuleiro da Saúde: tecnologia educativa para promoção da Educação Alimentar e Nutricional na infância Autores: Amanda Letícia Z. Pereira Gomes; Kevin Soares da Silva Santos; Jouberth Arthur Marques Silva; Wellanny Maria Peixoto; Yuri Monteiro Mendes Nogueira Maciel; Erika Cristiane dos Santos. Orientadora: Palloma Krishna Araújo Alves Costa. Instituição: Centro Universitário Mario Pontes Jucá (UMJ).