Doação de órgãos: conheça exigências e tire dúvidas sobre transplantes

Rui Gonçalves • 8 de outubro de 2024

A cada 14 pessoas que manifestam interesse em doar órgãos no Brasil, apenas quatro efetuam a doação. De acordo com o Ministério da Saúde, um dos principais obstáculos é a recusa familiar. Por esse motivo, no Dia Nacional da Doação de Órgãos, lembrado nesta sexta-feira (27), a pasta encabeça uma campanha com o tema Doação de órgãos: precisamos falar sim. A proposta é alertar para a necessidade de diálogo e da desmistificação do ato de doar órgãos.

Dentre os motivos citados para não autorizar a doação de órgãos, segundo o ministério, estão a não aceitação da manipulação do corpo; crença religiosa; medo da reação de parentes e familiares; desconfiança da assistência médica; e a não compreensão do diagnóstico de morte encefálica, que leva à ideia que, de alguma forma, seria possível reverter o quadro.

“Por isso, falar sobre o assunto é o primeiro passo para se tornar um doador”, destaca a pasta.

Ao longo do primeiro semestre deste ano, 14.352 transplantes foram realizados via Sistema Único de Saúde (SUS). O número é maior que o registrado no mesmo período de 2023, quando foram contabilizados 13,9 mil procedimentos. Os órgãos mais doados foram rins, fígado, coração, pâncreas e pulmão, além de córnea e medula óssea, que são, tecnicamente, tecidos. Ainda assim, mais de 43 mil brasileiros compõem a lista de espera por um transplante.


>> Confira, a seguir, as principais perguntas e respostas envolvendo o processo de doação de órgãos (com base em informações do Ministério da Saúde:

O que é a doação de órgãos?

É o ato por meio do qual podem ser doadas partes do corpo, sejam órgãos ou tecidos, para serem utilizados no tratamento de outra pessoa com a finalidade de reestabelecer a função de um órgão ou tecido doente.

De um único doador, é possível obter diversos órgãos e tecidos, incluindo rins, fígado, coração, pulmões, pâncreas, intestino, córneas, valvas cardíacas, pele, ossos e tendões.

A doação de órgãos como rim, parte do fígado, parte do pulmão e medula óssea pode ser feita em vida. Já a doação de órgãos de pessoas falecidas somente ocorre após a confirmação do diagnóstico de morte encefálica ou de uma parada cardiorrespiratória.

Na morte encefálica, pacientes sofreram um acidente que provocou traumatismo craniano, como acidente com carro, moto e quedas, ou sofreram um acidente vascular cerebral (AVC).


Por que doar órgãos?

Doar órgãos pode salvar vidas em casos de órgãos vitais, como o coração, além de devolver qualidade de vida nos casos em que o órgão transplantado não é vital, como acontece com os rins.

A doação de órgãos prolonga a expectativa de vida de pessoas que precisam de um transplante, permitindo o restabelecimento da saúde e, muitas vezes, até mesmo a retomada de atividades cotidianas.


O que preciso fazer para ser um doador?

Se você deseja ser um doador de órgãos, avisar aos parentes é o mais importante, já que a lei brasileira exige o consentimento da família para a retirada de órgãos e tecidos para transplante.

Não é necessário deixar a vontade expressa em documentos ou cartórios – basta que sua família atenda ao seu pedido e autorize a doação.

Por isso, comunicar à família que você é um doador de órgãos facilita o processo de transplantes. E se você tem um parente doador, respeite a vontade dele.

O que é um doador de órgãos vivo e o que ele pode doar?

Um doador vivo é qualquer pessoa juridicamente capaz, atendidos os preceitos legais quanto à chamada doação intervivos, que esteja em condições satisfatórias de saúde e que concorde com a doação, desde que não prejudique sua própria saúde.

O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte do pulmão ou parte da medula óssea. A compatibilidade sanguínea é primordial em todos os casos.

Pela lei, parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser doadores em vida. Não parentes, somente com autorização judicial.

Nesse contexto, o doador está sujeito a riscos normais de se submeter a uma cirurgia com anestesia geral. Antes do procedimento, entretanto, são feitos exames a fim de minimizar os riscos.


O que é um doador de órgãos falecido e o que ele pode doar?

Existem dois tipos de doadores falecidos:

- doador falecido após morte encefálica: paciente cuja morte encefálica foi constatada segundo critérios definidos pela legislação do país e que não tenha sofrido parada cardiorrespiratória.

O doador falecido, nessa condição, pode doar coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino, rins, córnea, vasos, pele, ossos e tendões. A retirada dos órgãos é realizada em centro cirúrgico. Para que o procedimento aconteça, é necessária a manutenção da circulação sanguínea do paciente até o momento da retirada do órgão a ser doado.

- doador por parada cardiorrespiratória: paciente cuja morte foi constatada por critérios cardiorrespiratórios (coração parado). O doador falecido, nessa condição, pode doar apenas tecidos para transplante, incluindo córnea, vasos, pele, ossos e tendões.

Em ambos os casos, a doação só acontece mediante autorização da família.


Quem não pode ser um doador de órgãos?

Não existe restrição absoluta para a doação de órgãos. Entretanto, o ato pressupõe alguns critérios mínimos como o conhecimento da causa da morte e a ausência de doenças infecciosas ativas, dentre outros.

Também não poderão ser doadoras pessoas que não possuem documentação ou menores de 18 anos sem a autorização dos responsáveis.


Por que existem poucos doadores de órgãos?

A negativa familiar é um dos principais motivos para que um órgão não seja doado no Brasil.

Atualmente, aproximadamente metade das famílias entrevistadas não concorda que sejam retirados órgãos e tecidos do ente falecido para doação.

Em muitos desses casos, a pessoa poderia ter sido um doador. Daí a necessidade de conversar previamente com sua família sobre o desejo de doar órgãos.


Existe limite de idade para doar órgãos?

O que determina se um órgão é viável ou não para transplante é o estado de saúde do doador. No entanto, algumas condições podem restringir limites de idade em situações específicas.


Para quem vão os órgãos doados?

Para pacientes que necessitam de um transplante e já estão aguardando em uma lista de espera unificada e informatizada.

A posição nessa lista de espera é definida por critérios técnicos como tempo de espera, urgência do procedimento e compatibilidade sanguínea entre doador e receptor.

A compatibilidade genética entre doador e receptores, quando necessária, é determinada por exames laboratoriais. Para alguns tipos de transplantes é exigida ainda a compatibilidade antropométrica (combinação de medidas como peso, altura e circunferências).

Cabe à central estadual de transplantes, por meio do sistema informatizado, gerar a lista de receptores compatíveis com o doador em questão.

Se não existirem receptores compatíveis no estado ou se a unidade federativa em questão não realizar a modalidade de transplante referente ao órgão doado, ele é ofertado à Central Nacional de Transplantes para distribuição nacional.


O que é o Sistema de Lista Única?

O Sistema de Lista Única é constituído pelo conjunto de potenciais receptores brasileiros, natos, naturalizados ou estrangeiros residentes no país, inscritos para o recebimento de cada tipo de órgão, tecido ou célula.

Esse sistema é regulado por um conjunto de critérios específicos para a distribuição a potenciais receptores que constitui o Cadastro Técnico Único (CTU).

A lista é única, organizada por estado ou região, e monitorada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT) e por órgãos de controle federais, o que impossibilita que uma pessoa conste em mais de uma lista, além de permitir que a ordem legal seja obedecida.


Como se identifica um possível doador?

As Organizações de Procura de Órgãos (OPO) atuam em parceria com as Comissões Intra-hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante, junto a hospitais com perfil notificante de uma determinada região geográfica, identificando potenciais doadores e viabilizando o processo de doação.


O que acontece depois de autorizada a doação?

Se existe um doador em potencial, com morte encefálica confirmada e mediante autorização da família para que ocorra a retirada dos órgãos, são mantidos os recursos para a preservação das funções vitais dos órgãos.

As ações seguem a seguinte sequência:

- o hospital notifica a central estadual de transplantes sobre um paciente em morte encefálica (potencial doador de órgãos e tecidos) ou com parada cardiorrespiratória (potencial doador de tecidos);

- a central de transplantes aguarda a confirmação do diagnóstico de morte encefálica e inicia os testes de compatibilidade entre o potencial doador e potenciais receptores em lista de espera. Quando existe mais de um receptor compatível, a decisão de quem vai receber o órgão passa por critérios como tempo de espera e urgência do procedimento;

- a central de transplantes, por meio de um sistema informatizado, gera uma lista de potenciais receptores para cada órgão e comunica aos hospitais onde eles são atendidos;

- as equipes de transplante, junto à central de transplante, adotam as medidas necessárias para viabilizar a retirada dos órgãos (meio de transporte, cirurgiões e pessoal de apoio, por exemplo);

- os órgãos são retirados e o transplante é realizado;

Já nos casos de morte por parada cardiorrespiratória, após avaliação do doador por critérios estabelecidos, também mediante autorização da família, os tecidos são retirados e encaminhados para bancos de tecidos.


Quem retira os órgãos de um doador?

Após a confirmação de morte encefálica, a autorização da família e a localização de um receptor compatível, a retirada dos órgãos para transplante é realizada em um centro cirúrgico, por uma equipe de cirurgiões autorizada pelo Ministério da Saúde e com treinamento específico para esse tipo de procedimento.

Em seguida, o corpo é devidamente reconstituído e liberado para os familiares.


Após a doação, o corpo do doador fica deformado?

Não. Após a retirada dos órgãos e tecidos, a equipe médica recompõe o corpo do doador, sendo visíveis apenas os pontos do local operado, não impedindo a realização do velório.

Para a doação de tecidos oculares, o profissional coloca uma prótese ou outro material como gaze no lugar do globo ocular. Para o fechamento das pálpebras, pode ser usada uma cola apropriada ou pontos internos (não aparentes), de forma que o doador permaneça com o mesmo aspecto, sem qualquer deformidade.

Para a doação de tecidos musculoesqueléticos, são retirados principalmente ossos do braço (úmero) e da coxa (fêmur), além de cartilagens e tendões. Em seguida, a equipe reconstitui o corpo do doador com próteses apropriadas, refazendo as juntas do joelho, quadril, ombro e cotovelo.

Por fim, para a doação de pele, é retirada somente uma fina porção da pele do dorso das costas e das coxas, sem alterações na aparência do doador falecido.


É possível escolher o receptor?

Na doação em vida, sim – desde que atendida a legislação vigente.

Na doação após a morte, nem o doador, nem a família podem escolher o receptor. Ele será sempre o próximo da lista única de espera de cada órgão ou tecido, dentro da área de abrangência da central estadual de transplantes.


O que é morte encefálica?

É a parada definitiva e irreversível do encéfalo, provocando, em poucos minutos, a falência de todo o organismo. O encéfalo inclui o cérebro e o tronco cerebral ou tronco encefálico. Ele é responsável pelas funções essenciais do organismo, como o controle da pressão, da temperatura e da respiração, dentre outras.

Após algumas agressões neurológicas, células do cérebro podem morrer e deixar de cumprir essas funções, apresentando um quadro irreversível. Aparelhos e remédios podem manter a respiração e a pressão do paciente, mas por um espaço curto de tempo.

Quando constatada a morte encefálica, o quadro basicamente significa que a pessoa está morta. Nessa situação, os órgãos podem ser doados para transplante, se a família consentir. Se não houver o consentimento, os aparelhos serão desligados, já que o indivíduo está clínica e legalmente morto.


Posso ter certeza do diagnóstico de morte encefálica?

Sim. O diagnóstico de morte encefálica é regulamentado por uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) e realizado por meio de exames específicos, além da avaliação de dois médicos distintos.

O intervalo mínimo de tempo a ser observado entre os exames clínicos é de no mínimo uma hora em pacientes a partir de 2 anos. Além disso, é obrigatória a confirmação do diagnóstico por, pelo menos, um dos seguintes exames complementares: angiografia cerebral, cintilografia cerebral, ultrassom com doppler transcraniano ou eletroencefalograma.



Como o corpo é mantido após a morte encefálica?

Para a manutenção hemodinâmica do corpo após a morte encefálica, o coração é induzido a funcionar por meio da administração de medicamentos; o pulmão funciona com a ajuda de aparelhos; e o corpo continua sendo alimentado por via endovenosa.


Morte encefálica é o mesmo que coma?

Não. A morte do encéfalo não é a mesma coisa que o coma. Algumas pessoas confundem morte encefálica com coma, mas as condições são completamente diferentes.

O coma é reversível, ou seja, a pessoa ainda pode acordar. Já no caso de um paciente com morte encefálica, não há possibilidade de acordar novamente, já que o cérebro para de funcionar e o sangue deixa de circular, não levando mais oxigênio para as células e acarretando perda irreversível das funções cerebrais.


17 de agosto de 2026
O Conselho Regional de Nutrição da 6ª Região (CRN-6) divulga a lista de trabalhos aprovados para participação na Mostra Se Liga 2026, que integra a programação do Conecta Alagoas, no dia 31 de agosto, em Maceió. A iniciativa abre espaço para experiências desenvolvidas por estudantes e ligas acadêmicas de Nutrição de instituições de ensino de Alagoas, valorizando projetos que articulam formação, ciência, extensão universitária e atuação junto à sociedade. Entre os trabalhos selecionados estão experiências relacionadas à Educação Alimentar e Nutricional, Segurança Alimentar e Nutricional, saúde materno-infantil, doenças crônicas, inovação na avaliação nutricional, extensão universitária e promoção da saúde. Os trabalhos aprovados representam diferentes instituições de ensino superior e mostram a diversidade de experiências construídas durante a formação em Nutrição. Orientações para os trabalhos aprovados Os estudantes responsáveis pelos trabalhos selecionados deverão providenciar a confecção do banner, seguindo o tamanho padrão de 1,20 m de altura x 0,80 m de largura. Os banners deverão permanecer expostos durante todo o dia da Mostra Se Liga. Além disso, os autores deverão se organizar para garantir a presença de pelo menos um integrante do trabalho junto ao banner durante todos os momentos destinados à programação da Mostra, possibilitando a apresentação do projeto, o diálogo com os participantes e a avaliação das experiências. É responsabilidade de cada grupo assegurar que o trabalho esteja representado durante todo o horário estabelecido para a Mostra, com revezamento entre os autores quando necessário. A proposta da Mostra Se Liga é transformar o espaço em um ponto de encontro entre estudantes, profissionais e instituições, permitindo que experiências desenvolvidas dentro e fora das universidades circulem, sejam compartilhadas e inspirem novas práticas em Alimentação e Nutrição. A atividade integra as celebrações do Dia do Nutricionista, dentro da programação do Conecta Alagoas, promovido pelo CRN-6. No dia 31 de agosto, ciência, formação profissional e experiências acadêmicas estarão juntas para mostrar também quem está construindo o futuro da Nutrição em Alagoas. Lista de trabalhos aprovados na Mostra Se Liga Oficinas culinárias como estratégia de educação alimentar e inclusão social para pessoas em situação de rua: relato de experiência extensionista Autores: Alanycléia Alves Vasconcelos; Amanda Roberta Souza Silva; Ana Beatriz Macêdo dos Santos Silva; Helena Brito da Silva; Isabely Keytt da Silva; João Kayky Silva de Melo. Orientadora: Bárbara Moraes. Instituição: UNINASSAU Maceió. Acolhe-MI: o uso de podcast como estratégia de divulgação científica e educação em saúde materno-infantil Autores: Dulce Camilly de Mendonça Marinho Wanderley; Roberta Valenthina de Melo Bezerra Crispim; Hyuan Henrique de Souza; Natália Barros Diniz; Maria Izabel Siqueira de Andrade; Aryanne da Silva Nascimento. Orientadora: Maria Izabel Siqueira de Andrade. Instituição: Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Abordagem nutricional lúdica com crianças assistidas por um Centro de Recuperação e Educação Nutricional (CREN) de Maceió-AL: educação alimentar e nutricional como estratégia de promoção da saúde Autores: Raphaela Costa Ferreira Lemos; Isabelly Vitória Silva Barbosa Leite; Rayssa Camylla da Silva Toledo; Manuela Andrade Bezerra; Maria Eduarda Ferro Silva. Orientadora: Marilene Brandão Tenório Fragoso. Instituição: Afya Centro Universitário Unima. Políticas que Nutrem: Educação Alimentar e Nutricional para o fortalecimento da Segurança Alimentar e Nutricional na Atenção Primária à Saúde Autores: Cinthia Myrelle; Isabelle Rodrigues; Julia Luiza; Larissa Braz; Maria Eduarda. Orientadora: Palloma Krishna Araújo Alves Costa. Instituição: Centro Universitário Mario Pontes Jucá (UMJ). Projeto SOFIA: inovação na avaliação da composição corporal por ultrassonografia em crianças e adolescentes com fibrose cística Autores: Maria Eduarda Azevedo Souza; Graciely Passos dos Santos; Bruno Gabriel Agostinho de Araújo; Mikael da Silva Oliveira; Aryanne da Silva Nascimento; Maria Izabel Siqueira de Andrade. Orientadora: Maria Izabel Siqueira de Andrade. Instituição: Universidade Federal de Alagoas (UFAL). LIEAN: Transformando Saberes em Práticas de Educação Alimentar e Nutricional Autores: Grazielle Evelyn Tourinho dos Santos; Maria Júlia Neco dos Santos Oliveira; Maria Luiza Salvador dos Santos; Clara Letticia Nascimento Albuquerque; Amanda Maria Monteiro Ferreira; Isadora Bianco Cardoso de Menezes. Instituição: Centro Universitário CESMAC-AL. Construção de uma cartilha educativa para o manejo do diabetes: relato de experiência da LANDC na extensão universitária Autores: Adriana Carla Ferreira dos Santos; Gabriel dos Santos Farias; Hiolanda Praxedes Barros Monteiro; Monique de Alcântara Silva; Vanessa Vitória Sobral Oliveira da Silva. Orientadora: Laís Nanci Pereira Navarro Pessoa. Instituição: Centro Universitário Estácio de Alagoas. Além da sala de aula: formação integral em Nutrição por meio de atividades de ensino, pesquisa e extensão Autores: Lydia Rafaella de Oliveira Felix; Jully Gonçalves Leite de Albuquerque; Jessica Batista dos Santos; Lavínia Pires da Silva; Luís Antônio Bomfim dos Santos. Orientadora: Lais Nanci Pereira Navarro Pessoa. Instituição: Centro Universitário Estácio de Alagoas. Tabuleiro da Saúde: tecnologia educativa para promoção da Educação Alimentar e Nutricional na infância Autores: Amanda Letícia Z. Pereira Gomes; Kevin Soares da Silva Santos; Jouberth Arthur Marques Silva; Wellanny Maria Peixoto; Yuri Monteiro Mendes Nogueira Maciel; Erika Cristiane dos Santos. Orientadora: Palloma Krishna Araújo Alves Costa. Instituição: Centro Universitário Mario Pontes Jucá (UMJ).
Por Rui Gonçalves 11 de agosto de 2026
Uma transformação pode começar no controle de uma condição de saúde, na descoberta de uma alergia alimentar, no desempenho de um atleta, na agricultura familiar, na alimentação coletiva ou na formação de novos profissionais. Em muitas dessas histórias, existe a atuação de um nutricionista. É a partir desse olhar que o Conselho Regional de Nutrição da 6ª Região (CRN-6) apresenta a campanha “Toda transformação tem um nutricionista”, criada para celebrar o Mês do Nutricionista e valorizar a amplitude da profissão nos diferentes espaços em que a Nutrição está presente. A campanha foi idealizada pela Comissão de Comunicação do CRN-6, coordenada pela conselheira Maria Edilene Vieira e composta pelas conselheiras Luciana Santos, Adriana Paffer, Fernanda Picoolo e Viviane Miranda, com apoio técnico dos colaboradores Rui Gonçalves e Sam Mota. Mais do que uma homenagem pelo Dia do Nutricionista, celebrado em 31 de agosto, a proposta busca colocar em evidência aquilo que muitas vezes acontece longe dos holofotes: o trabalho profissional que acompanha processos de mudança, promove saúde, amplia possibilidades de cuidado e contribui para transformar diferentes realidades. Uma campanha construída a partir de histórias O conceito parte de uma escolha narrativa simples: mostrar primeiro a transformação para, em seguida, revelar a presença do nutricionista naquele percurso. Assim, em vez de apresentar a profissão apenas por suas atribuições técnicas ou pelos espaços tradicionais de atuação, a campanha aproxima o público dos efeitos concretos que o trabalho do nutricionista pode assumir na vida cotidiana. São histórias que atravessam diferentes dimensões da Nutrição: o acompanhamento de pessoas com diabetes, o cuidado diante das alergias alimentares, a relação entre alimentação e desempenho esportivo, a agricultura familiar, a docência e outros cenários em que conhecimento técnico, ciência e cuidado se encontram. A assinatura “Toda transformação tem um nutricionista” funciona, portanto, como fio condutor. A cada peça, uma nova história amplia o sentido da frase e ajuda a mostrar que não existe apenas uma forma de exercer a Nutrição. Estética que coloca pessoas e histórias no centro A identidade visual foi pensada para acompanhar esse movimento. Em vez de recorrer exclusivamente aos símbolos mais previsíveis associados à profissão, a campanha aposta em uma estética humana, contemporânea e próxima, na qual personagens, trajetórias e experiências ocupam o primeiro plano. A composição visual valoriza imagens capazes de comunicar movimento, mudança e presença. Os elementos gráficos funcionam como conexões entre o ponto de partida e aquilo que se transforma, criando uma unidade entre peças que apresentam histórias bastante diferentes entre si. Essa escolha também dialoga com o próprio conceito da campanha: a Nutrição não cabe em uma única imagem. Ela está no consultório, mas também no hospital, na escola, na universidade, na gestão, no esporte, nas políticas públicas, na alimentação coletiva, na produção de alimentos e em tantos outros territórios. Ao reunir essas possibilidades sob uma mesma identidade, a estética deixa de ser apenas uma embalagem visual e passa a participar do discurso da campanha. A profissão aparece pelo que transforma O discurso adotado evita colocar o nutricionista como personagem isolado ou como alguém que promete resultados. A atuação profissional aparece inserida em processos, relações e contextos, reconhecendo que as transformações são construídas a partir do encontro entre conhecimento científico, prática profissional e realidade de cada pessoa ou comunidade. Para a coordenadora da Comissão de Comunicação, Maria Edilene Vieira, a campanha busca ampliar a forma como a sociedade percebe a profissão. “Queríamos falar do nutricionista a partir daquilo que sua atuação torna possível nos diferentes espaços da sociedade. Quando reunimos essas histórias, percebemos a dimensão de uma profissão que está presente em muitos momentos de mudança, seja no cuidado individual, na saúde coletiva, na alimentação, na educação ou na construção de políticas. A campanha é um convite para enxergar essa presença”, destaca. A diversidade das narrativas também reforça que transformação não significa apenas uma mudança corporal ou estética. Pode significar autonomia, acesso à alimentação adequada, segurança alimentar, qualidade de vida, conhecimento, cuidado, prevenção e garantia de direitos. É justamente nessa pluralidade que a campanha encontra sua força: desloca o olhar do estereótipo para a dimensão social e profissional da Nutrição. Um mês para reconhecer quem faz parte dessas transformações Ao longo de agosto, “Toda transformação tem um nutricionista” acompanha as ações do CRN-6 em celebração ao Mês do Nutricionista, incluindo conteúdos digitais e iniciativas realizadas nos estados que integram a 6ª Região. Cada história apresentada acrescenta uma camada à campanha e ajuda a responder a uma pergunta fundamental: onde está o nutricionista quando uma realidade começa a mudar? A resposta pode estar em muitos lugares. Ao lado de uma pessoa que aprende uma nova maneira de cuidar da própria saúde. Na orientação de uma família. Na alimentação escolar. No campo. Em uma unidade de saúde. Em um hospital. Na sala de aula. Na pesquisa. Na gestão. Na construção de políticas públicas. Porque existem muitas formas de transformar. E em cada uma delas, a Nutrição pode estar presente. Toda transformação tem um nutricionista.
Por Rui Gonçalves 11 de agosto de 2026
O Conselho Regional de Nutrição da 6ª Região (CRN-6) realizou, no dia 8 de agosto, mais uma etapa do circuito Conecta CRN-6 2026, desta vez em Campina Grande, na Paraíba. A programação reuniu nutricionistas e estudantes em uma manhã dedicada à ciência, à atualização profissional e ao diálogo sobre diferentes campos de atuação da Nutrição. Depois da abertura do circuito em Recife, o Conecta chegou ao interior paraibano reafirmando uma das propostas centrais da iniciativa: aproximar o Conselho dos profissionais nos diferentes territórios que integram sua jurisdição e ampliar os espaços de encontro e formação durante o Mês do Nutricionista. A solenidade de abertura contou com a participação da diretora do CRN-6, Roberta Lins; da conselheira Luci Medeiros, natural de Campina Grande; e da nutricionista Gerana Gouveia. Durante a abertura, Roberta Lins destacou a força das mulheres na Nutrição e a importância de construir coletivamente uma profissão cada vez mais presente nos espaços de decisão. “Somos uma profissão predominantemente feminina, formada por mulheres que cuidam, pesquisam, ensinam, empreendem, fiscalizam, gerenciam e transformam realidades todos os dias. Estar em Campina Grande também é reconhecer a força da mulher paraibana e lembrar que precisamos ocupar cada vez mais os espaços de decisão. Nenhuma transformação se constrói de forma isolada. Precisamos unir forças, caminhar juntos e compreender que o fortalecimento da Nutrição depende da participação de cada um de nós”, afirmou Roberta Lins. Para Luci Medeiros, receber o Conecta em sua cidade natal também representa o reconhecimento da presença e da atuação dos profissionais que constroem diariamente a Nutrição no interior da Paraíba. “Como campinense, é uma alegria especial ver Campina Grande recebendo um encontro dessa dimensão. A Nutrição que fazemos no interior é diversa, qualificada e profundamente conectada às necessidades da nossa população. Trazer o Conecta para cá significa aproximar, valorizar e reconhecer os profissionais que fazem a Nutrição acontecer em diferentes municípios da Paraíba”, destacou. Ciência e prática profissional em diálogo A programação científica começou com José Luiz, que apresentou o painel “Eixo Intestino-Cérebro: novas evidências e aplicações na prática clínica do nutricionista”, discutindo conhecimentos atuais e suas possibilidades de aplicação no cuidado nutricional. Em seguida, Germana Carvalho conduziu o painel “Obesidade além do emagrecimento: microbioma, GLP-1 e prática clínica”, ampliando o debate sobre a obesidade e abordando temas contemporâneos relacionados à atuação do nutricionista. A nutricionista Louriene Antunes trouxe para o centro da programação uma discussão que conecta Nutrição, saúde e realidade social. No painel “Combater a fome, promover saúde: a Nutrição como estratégia para transformar realidades”, a palestrante abordou o papel da profissão diante da fome e dos desafios relacionados à alimentação e à promoção da saúde. A saúde da mulher também integrou a programação. Andreia Paiva apresentou o painel “Quando os ovários são apenas a ponta do iceberg: da SOP à SOMP e uma nova abordagem nutricional”, discutindo possibilidades de compreensão e atuação nutricional nesse campo. Encerrando a programação científica, Caio Victor conduziu o painel “Fitoterapia baseada em evidências: aplicações e segurança na prática clínica do nutricionista”, abordando critérios científicos, possibilidades de aplicação e segurança no uso da fitoterapia no exercício profissional. Cada painel foi seguido por um momento de perguntas e respostas, permitindo que o público dialogasse diretamente com os palestrantes e aprofundasse os temas apresentados. Conecta segue percorrendo a 6ª Região Campina Grande foi a segunda parada do circuito Conecta CRN-6, que começou em Recife e segue levando sua programação a outros territórios da jurisdição do Conselho. A iniciativa integra as ações do CRN-6 em celebração ao Mês do Nutricionista e busca conectar profissionais, estudantes, instituições e diferentes experiências da Nutrição em torno de conhecimento científico, valorização profissional e aproximação com o Conselho. De Pernambuco à Paraíba, o circuito segue seu caminho com uma mensagem que dá sentido à proposta: conectar saberes, aproximar pessoas e fortalecer uma Nutrição capaz de transformar vidas e realidades.
Por Rui Gonçalves 11 de agosto de 2026
O Conselho Regional de Nutrição da 6ª Região (CRN-6) realizou, no dia 1º de agosto, o Conecta Recife 2026, reunindo cerca de 400 profissionais em uma manhã dedicada à atualização científica, à troca de experiências e ao fortalecimento da atuação de nutricionistas. O encontro abriu o circuito do Conecta CRN-6, iniciativa que integra as comemorações pelo Mês do Nutricionista. A solenidade de abertura foi conduzida pelo presidente do CRN-6, Rafael Azeredo, e reuniu representantes de entidades profissionais e da formação em Nutrição. Participaram da mesa Walmery Feitosa, presidente do Sindicato dos Nutricionistas de Pernambuco; Ruth Guilherme, representando a Associação Brasileira de Nutrição (Asbran); Eudilaine Andressa, da Executiva Nacional dos Estudantes de Nutrição (Enen); Riso Calazans, repre sentando o Conselho Federal de Nutrição (CFN); e Fabrícia Padilha, representando as Instituições de Ensino Superior. Para Rafael Azeredo, o Conecta materializa a proposta de aproximar o Conselho dos profissionais e criar espaços que articulem conhecimento, exercício profissional e os desafios contemporâneos da Nutrição. “O Conecta nasce do desejo de estarmos mais próximos, de reunir profissionais, estudantes, entidades e instituições em torno daquilo que nos une: a Nutrição. Abrir esse circuito em Recife, com 400 profissionais presentes, mostra a força da nossa categoria e a importância de criarmos espaços de atualização, diálogo e conexão. Queremos um Conselho presente, que escuta, aproxima e caminha junto com nutricionistas e técnicos em Nutrição e Dietética”, destacou Rafael Azeredo. Representando o CFN, Riso Calazans ressaltou a importância da articulação entre o Sistema CFN/CRN e os profissionais diante das transformações vivenciadas pela área. “A Nutrição ocupa cada vez mais espaços e assume responsabilidades fundamentais na promoção da saúde e na qualidade de vida da população. Encontros como o Conecta fortalecem a profissão porque aproximam o Sistema CFN/CRN da categoria, estimulam a atualização científica e, sobretudo, lembram que avançamos mais quando construímos caminhos coletivamente”, afirmou Riso Calazans. Ciência e diferentes campos de atuação A programação científica percorreu temas que dialogam diretamente com diferentes áreas da atuação profissional, da Nutrição Clínica e Hospitalar à suplementação nutricional e às novas possibilidades de carreira. A nutricionista Hayane Leite abriu a programação científica com o painel “O impacto do microbioma na constipação: avaliando o microbioma intestinal para otimizar o tratamento nutricional”, trazendo evidências e perspectivas sobre a relação entre microbioma intestinal, constipação e cuidado nutricional. Na sequência, Denise Fernandes conduziu o painel “Nutrição Hospitalar em Transformação: o que mudou na ciência e como isso muda a nossa prática”, abordando avanços científicos e suas repercussões na atuação de nutricionistas no ambiente hospitalar. Após o intervalo, Diogo Cirico apresentou “Suplementação nutricional baseada em evidências: quando, como e para quem?”, promovendo uma discussão sobre critérios científicos, individualização e uso responsável da suplementação na prática profissional. Encerrando os painéis, Amanda Furtado apresentou “Nutrição além do consultório: como transformar conhecimento em impacto e propósito”, ampliando o olhar para as diferentes possibilidades de atuação e para os caminhos profissionais que ultrapassam os espaços tradicionalmente associados ao trabalho do nutricionista. Os painéis também reservaram momentos específicos para perguntas e respostas, favorecendo a participação dos profissionais e o diálogo direto com os palestrantes. Conecta CRN-6 O Conecta integra a programação especial do CRN-6 para o Mês do Nutricionista e foi pensado como um espaço de aproximação entre ciência, profissão, formação e sociedade. Depois de Recife, o circuito segue por outras cidades da jurisdição do CRN-6, levando conhecimento e integração a profissionais de Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Mais do que reunir profissionais em torno de uma programação científica, o Conecta reafirma uma ideia que atravessa toda a iniciativa: a Nutrição é encontro. E conectar saberes também é uma forma de transformar vidas.
8 de julho de 2026
O Conselho Regional de Nutrição da 6ª Região (CRN-6) divulga o resultado da seleção de estudantes que atuarão como monitores nas cinco edições do Conecta 2026, evento que celebra o Mês do Nutricionista e promove integração, conhecimento e valorização da profissão nos estados de Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Os estudantes selecionados irão contribuir com o apoio à organização das atividades, recepção dos participantes, credenciamento e demais ações necessárias para o bom andamento dos eventos em Recife, Campina Grande, Mossoró, Petrolina e Maceió. A relação completa dos selecionados está disponível no resultado oficial da monitoria. Próximos passos Os estudantes selecionados deverão entrar em contato pelo e-mail comunicacaocrn6@gmail.com para receber as orientações sobre a monitoria, confirmação de participação e demais informações relacionadas à atuação durante o evento. O CRN-6 agradece o interesse de todos os estudantes que participaram do processo seletivo e parabeniza os selecionados. A participação dos monitores será fundamental para fortalecer a realização do Conecta 2026 e contribuir para uma experiência acolhedora e organizada para todos os participantes.
19 de maio de 2026
A consulta pública: Nutricionista, queremos te ouvir, já está disponível! O Sistema CFN/CRN convida nutricionistas de todo o país a participarem da escuta sobre o novo Código de Ética e Conduta da(o) Nutricionista. A consulta pública já está aberta e pode ser acessada de forma simples: – pelo QR Code abaixo; – pelo site do CFN, na aba Consulta Pública na página inicial; – ou diretamente pelo link: https://consulta-publica.cfn.org.br/ A iniciativa reforça o compromisso institucional com o diálogo, a escuta qualificada e a construção coletiva, respeitando a diversidade de experiências que compõem a profissão. Nutricionista, queremos te ouvir. Sua participação é essencial para fortalecer uma atuação ética, responsável e alinhada aos desafios contemporâneos da Nutrição. Acesse e participe!
19 de maio de 2026
A produção científica nordestina ganhou destaque no Congresso Brasileiro de Nutrição (CONBRAN 2026) com a apresentação de pesquisas e experiências voltadas ao fortalecimento da Nutrição, da Segurança Alimentar e Nutricional e das políticas públicas de saúde. Os trabalhos apresentados abordaram temas estratégicos para a atuação profissional, como Atenção Primária à Saúde, alimentação escolar, obesidade infantil, fiscalização profissional e implementação de políticas públicas. As pesquisas evidenciam a diversidade de atuação da Nutrição e reforçam o papel da ciência na construção de práticas mais éticas, qualificadas e comprometidas com as necessidades da população. Entre os trabalhos apresentados, destacaram-se estudos voltados à educação alimentar e nutricional e à formação de profissionais da saúde. As pesquisas “Desmistificando dúvidas sobre orientações nutricionais entre profissionais de saúde: um relato de experiência” e “Conhecimento e percepção de autoeficácia e eficácia coletiva sobre o Guia Alimentar para a População Brasileira entre equipes multiprofissionais da Atenção Primária à Saúde”, desenvolvidas por Nayara Leite das Neves Meira Barbosa, Joice Alves Gaia, Rafael Rocha de Azeredo e colaboradores, discutiram estratégias de fortalecimento da atuação multiprofissional e de ampliação do conhecimento sobre alimentação adequada e saudável na Atenção Primária. Também integrou as apresentações o trabalho “Oficinas formativas e o fortalecimento do Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A na Atenção Primária à Saúde de Alagoas”, que abordou experiências voltadas à qualificação das ações de saúde pública relacionadas à suplementação e prevenção de deficiências nutricionais. No campo da Segurança Alimentar e Nutricional (SAN), os estudos apresentados trouxeram reflexões sobre os desafios da implementação das políticas públicas nos territórios. O trabalho “Entre a estrutura institucional e a execução de ações: desafios da implementação da Política de Segurança Alimentar e Nutricional nos municípios de Pernambuco” analisou obstáculos enfrentados pelos municípios na consolidação das ações de SAN. Já o estudo “Evolução das diretrizes da Política de Segurança Alimentar e Nutricional em Pernambuco: análise comparativa dos planos estaduais 2016–2019 e 2024–2027” discutiu mudanças e avanços nas diretrizes estaduais voltadas ao fortalecimento das políticas públicas de alimentação e nutrição. Outro tema de destaque foi a obesidade infantil. A pesquisa “Impacto da Estratégia Nacional de Prevenção e Atenção à Obesidade Infantil (PROTEJA) sobre o cuidado individual de crianças menores de 10 anos com obesidade: um estudo quase experimental” analisou os impactos das estratégias de cuidado voltadas ao acompanhamento de crianças com obesidade, contribuindo para reflexões sobre prevenção, cuidado integral e promoção da saúde na infância. A alimentação escolar também esteve presente entre os trabalhos científicos apresentados. As pesquisas “Adequação do Quadro Técnico de Nutricionistas na Alimentação Escolar: Uma Análise do Estado de Alagoas” e “Adequação do Quadro Técnico de Nutricionistas na Alimentação Escolar: Um Panorama no Estado de Pernambuco” evidenciaram a importância da presença adequada de nutricionistas na execução das políticas públicas de alimentação escolar, contribuindo para a qualidade da assistência alimentar ofertada aos estudantes. Já no campo da fiscalização profissional, o trabalho “O Panorama das Denúncias de Exercício Ilegal da Profissão de Nutricionista no Âmbito do CRN-6” apresentou uma análise sobre as denúncias relacionadas ao exercício ilegal da profissão, destacando a relevância das ações fiscalizatórias para proteção da sociedade e valorização da atuação ética e legal da Nutrição. Para o presidente do CRN-6, Rafael Rocha de Azeredo, a participação de profissionais e pesquisadores da região em espaços científicos nacionais fortalece a Nutrição e amplia o diálogo entre ciência, gestão e cuidado em saúde. “A produção científica é fundamental para fortalecer políticas públicas, qualificar práticas profissionais e ampliar o compromisso social da Nutrição com a população. Ver trabalhos da nossa região ocupando espaços de destaque no CONBRAN demonstra a potência da ciência produzida no Nordeste”, destacou. O CRN-6 parabeniza todos os autores e autoras envolvidos nos trabalhos apresentados e reafirma seu compromisso com a valorização da pesquisa científica, da formação qualificada e do fortalecimento das políticas públicas de alimentação e nutrição.
19 de maio de 2026
Nutricionista, sua participação é fundamental! Está aberta a consulta pública sobre o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), uma importante política pública brasileira voltada à promoção da saúde, da alimentação adequada e da qualidade de vida da população trabalhadora. O momento é estratégico para que a categoria da Nutrição contribua com propostas, reflexões e apontamentos sobre os caminhos do PAT, especialmente diante dos desafios atuais relacionados à saúde do trabalhador, ambientes alimentares, qualidade nutricional das refeições e promoção da Segurança Alimentar e Nutricional (SAN). A participação social fortalece as políticas públicas e amplia o reconhecimento do papel técnico e estratégico da(o) nutricionista na construção de sistemas alimentares mais saudáveis, sustentáveis e comprometidos com a saúde coletiva. Participe da consulta pública: Brasil Participativo – Consulta Pública do PAT O Conselho Federal de Nutrição (CFN) segue em diálogo permanente com o Ministério do Trabalho e Emprego e com o Ministério da Saúde sobre a temática. Mais recentemente, o CFN aprovou moção de apoio ao Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) durante a 5ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, reafirmando o compromisso institucional com o fortalecimento desta importante política pública. Sua voz faz diferença. Participe e contribua com o futuro da alimentação do trabalhador no Brasil.
14 de abril de 2026
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira (13/4), a apreensão de diversos produtos fitoterápicos de origem desconhecida. A medida também proíbe a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda, transporte e o uso dos produtos. Confira abaixo a lista de medicamentos irregulares: Canela de Velho; Canela de Velho com Sucupira; Canela de Velho com Sucupira Wra; Cloreto de Magnésio P.A + Sucupira + Canela De Velho Status Verde; Canela de Velho com Sucupira Natuviva; Suplemento Articular Canela de Velho Natuvite; Canela de Velho com Sucupira e Cloreto de Magnésio P.A. Natuviva; Canela de Velho com sucupira 100% Natural Fonte Verde; Canela de Velho Fito Green; Herbais Canela de Velho Denature; Canela de Velho com Cloreto de Magnésio Fonte Verde; Canela de Velho Sollo Nutrition; Canela de Velho Essentialpure; Canela de Velho Composta Ns Produtos Naturais; Canela de Velho, Canela De Velho Suplemento Maria Brasil. Os produtos estavam sendo vendidos e anunciados pela internet sem registro, notificação ou cadastro na Anvisa, além de serem fabricados por empresas desconhecidas. Mounjaro adulterado A mesma medida prevê a apreensão do lote D719674C do medicamento Mounjaro ® Kwikpen 15 MG, de responsabilidade da empresa 60.713.142 Juliana Salzano Di Bacco. Além da apreensão, a medida proíbe o armazenamento, a comercialização, a distribuição, a importação e o uso do produto. A empresa detentora do registro, Eli Lilly do Brasil Ltda, comunicou que a embalagem do medicamento tem um lote válido, mas é destinada a outros países (Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Catar). Já a caneta dentro da embalagem possui rótulo falsificado, com informações que não batem com os registros da empresa, ou seja, o medicamento foi adulterado Toxina botulínica A medida atingiu também os lotes P22179 e W26232 da toxina botulínica Dysport 500 U, da empresa Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda. Os produtos devem ser apreendidos e ficam proibidos de serem comercializados, distribuídos e utilizados. A empresa detentora do registro do medicamento, Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda, informou a identificação de unidades falsificadas, uma vez que os produtos não correspondem a lotes genuínos do produto Dysport® 500U. Foram identificadas ainda diversas desconformidades em relação às características do produto original, confirmando que se tratam de unidades falsificadas. Fonte: Anvisa
13 de abril de 2026
O Conselho Regional de Nutrição da 6ª Região (CRN-6) vem a público denunciar e repudiar as duas seleções públicas para o cargo de nutricionista realizadas pela Prefeitura de Caruaru (PE), no âmbito das Secretarias de Educação e de Saúde. As seleções escancaram uma prática inadmissível: a oferta de remuneração incompatível com a carga horária exigida e com as atribuições técnicas, sanitárias e éticas da profissão. Trata-se de um cenário que não apenas desvaloriza o nutricionista, mas também fragiliza diretamente políticas públicas essenciais, como a alimentação escolar e a atenção primária à saúde. É inaceitável que o próprio poder público reconheça, nos editais, a indispensabilidade do nutricionista para garantir a execução de programas estratégicos e, ao mesmo tempo, proponha condições de trabalho que precarizam o exercício profissional e colocam em risco a qualidade do cuidado ofertado à população. Essa prática configura desrespeito à categoria, afronta à dignidade profissional e ameaça concreta à efetividade do direito humano à alimentação adequada e à saúde. Diante da gravidade dos fatos, o CRN-6 informa que formalizará denúncia junto ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE), requerendo a apuração imediata das duas seleções, bem como a adoção das medidas cabíveis para correção das irregularidades identificadas. O CRN-6 não se calará diante de iniciativas que institucionalizam a precarização do trabalho em Nutrição. Valorizar o nutricionista é proteger a saúde da população.