Anemia falciforme foi invisibilizada pelo racismo, mostram entidades

Rui Gonçalves • 19 de junho de 2023

Ele insistiu, perturbou, implorou. Elvis Magalhães, de 21 anos, não iria desistir. Estava internado no Hospital Universitário de Brasília (HUB), por causa da anemia falciforme, e não deixou em paz a médica até que ela permitisse que ele fosse para o show da banda favorita, a Legião Urbana, naquele 18 de junho de 1988 (há 35 anos), no Estádio Mané Garrincha, com cerca de 50 mil pessoas.


Mas a apresentação terminou em confusão e antes do tempo previsto. O jovem goiano radicado em Brasília, e com nome de astro do rock, saiu encolhido. Teve medo. Além da situação, sentia as dores no corpo causadas pela doença. Mas não se arrepende. "Nem foi tempo perdido. Somos tão jovens", cantou Renato Russo para alegria de Elvis.


Elvis também queria cantar, se divertir. “A música da minha vida é aquela. Quem acredita sempre alcança" (Mais uma vez, da Legião Urbana). Além das lembranças do show, junho virou um mês forte para ele por outro motivo. O dia 19 viria a ser, a partir de 2008, o da conscientização mundial sobre a doença falciforme. Junho virou mês de cantar mais alto. 


Elvis faz o som ir longe contra o racismo (a maior parte dos pacientes é negra) e também a invisibilidade que, segundo ele e outras pessoas consultadas pela Agência Brasil, comprometem o atendimento no sistema público.


O ativista e coordenador científico da Federação Nacional das Associações de Pessoas com Doença Falciforme (Fenafal) foi o paciente mais velho do Brasil a receber o transplante de medula óssea para se curar da doença.


A anemia falciforme tem característica hereditária (pode passar de pais para filhos, se ambos os genitores tiverem o traço da doença). Ocorre por causa de uma mutação genética, com a alteração no formato das hemácias (formato de meia-lua ou foice).


Isso gera um problema na produção da hemoglobina, proteína que dá a cor vermelha ao sangue e é responsável por transportar o oxigênio pelo corpo. A doença ocorre por lesões vasculares e anormalidade na coagulação. Entre os sintomas, dores fortes pelo corpo e cansaço.


Transplante

Hoje, aos 56, o ex-relojoeiro diz que nunca deixou de acreditar e insistir com outras pessoas na luta contra a doença, que causa dores fortes e que pode levar à morte. Após “centenas de internações”, ele foi curado graças a um transplante de medula óssea (mais tarde também precisou receber um fígado). 


Elvis pede políticas públicas e denuncia que a doença é invisibilizada pelo racismo estrutural. “A doença foi diagnosticada há mais de um século e só foi avançar nas políticas públicas em 2005”, afirma.


Impacto

A médica Joice Aragão de Jesus, coordenadora de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, também entende que a história do cuidado com a doença mostra que o problema não ganhou a atenção devida em vista de os pacientes serem da população negra e de maior vulnerabilidade.


“O racismo institucional é um processo sutil na população brasileira. Isso tem impacto também na qualidade da assistência prestada a essa população”.


Ela diz que até 2005 não existiam protocolos no Sistema Único de Saúde (SUS), com orientação de tratamentos. “Naquele ano foi publicada a primeira portaria criando a Política Nacional de Atenção Integral às pessoas com Doença Falciforme”.


Daí em diante, foram estabelecidos protocolos de tratamento de cuidados na rede de hemocentros. “De 2005 a 2015, houve participação e realização de simpósios internacionais e nacionais. Então a doença ganhou mais visibilidade dentro da emergência dos hospitais e nos ambulatórios”.


Ela considera que, nos últimos anos, houve uma desativação de políticas públicas e menos atividades de capacitação e pesquisa. “De fato, há um impacto não só pela pandemia. Houve um arrefecimento nas atividades referentes às políticas públicas”. 


A médica diz que o atual programa é uma referência como política de qualidade dentro do SUS.


“Nós tivemos uma projeção internacional em cooperação com países da África, por exemplo (leia mais aqui sobre o tema). Agora, estamos retomando. A ciência tem possibilitado melhoria na qualidade de vida. Nós mudamos a história natural da doença, que era de morrer até os cinco anos de idade”.


Pouca divulgação

A cientista social Maria Renó Soares, coordenadora da Federação Nacional das Associações de Pessoas com Doença Falciforme (Fenafal), que reside em Belo Horizonte (MG), lamenta a baixa visibilidade da enfermidade. “Mesmo sendo a doença hereditária com maior prevalência no Brasil, pouco se fala. Por ser prevalente na população negra, é pouco divulgada. A gente ainda tem muita dificuldade de acesso ao tratamento. E isso se dá devido ao racismo”, avalia. 


Ela explica que há uma estimativa de mais de 100 mil pessoas com a doença - “95% das pessoas com a doença são negras e a maioria é beneficiária do Bolsa Família. A maior dificuldade é de acesso ao tratamento, às medicações, às novas tecnologias. Principalmente no que diz respeito à urgência e emergência”. 


A cientista social lamenta que a mortalidade pela doença no Brasil ainda é muito alta. “Há sobrevida de pessoas de até 42 anos e a morte de mais de 30 mil pessoas por ano no Brasil, que poderiam ser evitadas se tivessem acesso ao tratamento adequado”.


Um dos medicamentos utilizados é a hidroxiureia, de alto custo e que deve ser distribuído pelos poderes públicos. A coordenadora da Fenafal diz que uma demanda importante é a autorização para que o Ministério da Saúde autorize o remédio já fracionado para a criança, a fim de evitar que haja a manipulação incorreta do medicamento a partir do mesmo remédio dado ao adulto. 


Uma política pública importante foi a possibilidade de o Teste de Pezinho poder fazer o diagnóstico precoce. Isso pode salvar a vida da criança, já que o tratamento pode ser iniciado mais cedo. 


Indicação do transplante

No caso de Elvis, os pais descobriram a doença quando ainda era criança. Ele conviveu com dores indefiníveis e incontáveis internações demoradas. O problema só foi resolvido com o transplante de medula óssea. Ele foi um dos primeiros casos no Brasil. “Fui indicado porque tinha muita crise de dor. Em 2005, fez o procedimento na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, na cidade de Ribeirão Preto (SP). 


Para realizar o transplante, ele descobriu que o irmão, Elder, quatro anos mais novo (que não tinha a doença) era 100% compatível. Atualmente, o coordenador científico da entidade de paciente com a doença explica que o procedimento tem sido feito até com compatibilidade de 50% entre paciente e doador. 


Elvis tinha 38 anos de idade quando se submeteu ao procedimento para colocar fim às crises em que precisava até de morfina para amenizar a dor. Outra terapia que o relojoeiro descobriu foi escrever. Fez uma autobiografia: Quatro décadas de lua minguante. 


Páginas especiais são dedicadas ao irmão. “Nunca briguei na vida com ele. Sempre foi um amigo. Tinha certeza de que ele era compatível”. O irmão, Elder, sabe que Elvis faria o mesmo por ele se precisasse. “Foi emocionante quando soube que poderia ajudá-lo”.


No Distrito Federal, por exemplo, o hemocentro cadastrou, durante o ano de 2023, 26.510 doadores de sangue. Já as pessoas cadastradas no banco de doadores de medula óssea foram 1.283 pessoas. Cabe ao hemocentro "o fornecimento de todos os hemocomponentes necessários para as transfusões demandadas no tratamento dos pacientes com doença falciforme".


A Fundação Hemocentro explica que o candidato à doação pode colher sangue e se cadastrar como doador de medula óssea no mesmo dia. "Nesse caso, basta agendar a doação e, no dia do atendimento, informar logo na primeira etapa que também deseja se cadastrar como doador de medula", esclareceu a entidade em nota.


Diagnóstico precoce

Se Elvis é do rock, o servidor público paraibano Dalmo Oliveira, de 56 anos, nascido em Guarabira e radicado em João Pessoa, aprecia o forró e as festas de São João, que ocorrem nesta época do ano principalmente em Campina Grande (PB). Ele é da Associação Paraibana dos Portadores de Anemias Hereditárias e foi diagnosticado com a doença quando era criança. 


“Só descobrimos porque minha mãe me levou para fazer exames em João Pessoa. A minha sorte é que o diagnóstico foi bem precoce para aquele momento. E isso me salvou e me deu uma qualidade de vida até hoje”. O tratamento limitava-se à transfusão de sangue. Lembra-se que precisou fazer transfusão de sangue até os 15 anos de idade. As crises foram diminuindo à medida que foi envelhecendo. E resolveu depois ajudar pessoas que entendiam pouco sobre a doença. 


“Como a doença atinge mais fortemente a população negra, existe ainda hoje uma negligência. Nos estados brasileiros onde a população negra é mais presente, a doença também é mais presente. Mesmo assim, a gente ainda encontra médicos e enfermeiros desinformados sem saber como tratar o paciente que chega à unidade”.


Ele diz que cobra muito das autoridades médicas que proporcionem e conscientizem sobre o aconselhamento genético para casais que pretendem ter filhos.“Um exame de sangue simples, que é a eletroforese da hemoglobina, gratuita pelo SUS, pode identificar se os pais carregam genes com possibilidade de ter um filho com a doença”. Dalmo tem cinco filhos. Nenhum deles tem a anemia falciforme.

Por Rui Gonçalves • 7 de outubro de 2026
O Conselho Federal de Nutrição (CFN) realizou, nos dias 1º e 2 de outubro, em Brasília, o I Encontro de Gestores da Política de Prevenção e Enfrentamento da Discriminação e do Assédio (PPEDA). A atividade reuniu representantes do Sistema CFN/CRN para promover formação e alinhamento das ações necessárias à implementação da Política. Instituída pela Resolução CFN nº 835, de 4 de dezembro de 2025, a PPEDA estabelece diretrizes para a prevenção, o acolhimento, a apuração e a responsabilização de situações de assédio, discriminação e outras formas de violência no ambiente de trabalho. A Política também prevê ações permanentes de capacitação, sensibilização e monitoramento, tanto para os gestores quanto para os funcionários. A implementação da PPEDA é resultado de um processo de construção conduzido pelo Comitê Gestor, instituído em 2024. Ao longo de 20 meses de atividades, foram realizadas 14 reuniões on-line e um encontro presencial, envolvendo representantes do CFN e dos Conselhos Regionais de Nutrição. O trabalho resultou na instituição da Política e no desenvolvimento de instrumentos para apoiar sua implementação no Sistema CFN/CRN. Durante os dois dias, os participantes discutiram temas relacionados à prevenção e ao enfrentamento do assédio e da discriminação, como saúde mental, riscos psicossociais, comunicação não violenta, inteligência emocional, assédio moral e sexual e relações de trabalho. A programação também abordou os impactos da nova redação da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que trata do gerenciamento de riscos ocupacionais e passou a incluir expressamente os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho, e o papel das lideranças na prevenção e no enfrentamento do assédio. O encontro também promoveu o alinhamento das ações do Sistema CFN/CRN. Entre os encaminhamentos estiveram a discussão sobre os fluxos de implementação da PPEDA, o compartilhamento de boas práticas e desafios e a definição das próximas ações do Comitê Gestor. A PPEDA estabelece uma atuação baseada em quatro eixos: prevenção, acolhimento, apuração e responsabilização e monitoramento. A proposta é atuar não apenas diante de situações já ocorridas, mas também na prevenção e na transformação da cultura organizacional, com ações educativas e de sensibilização contínuas.
Por Rui Gonçalves • 7 de outubro de 2026
A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou nesta quarta-feira (7) o primeiro guia de enfrentamento à obesidade em crianças e adolescentes. A prevalência da obesidade nessa faixa etária, segundo a entidade, quadruplicou desde 1990, passando de 2% para 8%. Dados da agência das Nações Unidas especializada em saúde mostram que, em 2024, 170 milhões de crianças e adolescentes com idade entre 5 e 19 anos eram obesas, incluindo 70 milhões com idade entre 5 e 9 anos e 100 milhões com idade entre 10 e 19 anos. Em nota, a OMS destacou que a obesidade figura como uma doença crônica e recorrente, cujas consequências podem surgir mesmo na infância, aumentando o risco de doenças não transmissíveis, incluindo diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. “Crianças e adolescentes com obesidade também podem sofrer estigma, discriminação e bullying. Prevenir e controlar a obesidade é fundamental para proteger a saúde física e mental de crianças e adolescentes, bem como para apoiar seu crescimento saudável, educação, bem-estar social e qualidade de vida.” Tratamento Para crianças e adolescentes obesos, a entidade recomenda intervenções estruturadas envolvendo dieta, atividade física e mudança de comportamento, realizadas individualmente ou como parte de um programa multimodal. “Intervenções de saúde digital são recomendadas condicionalmente, mediante supervisão dos pais ou cuidadores”, destacou a OMS. A organização não recomenda tratamento farmacológico, cirurgia bariátrica (que altera o tamanho do estômago e o trato digestivo) ou dispositivos para perda de peso para crianças com até 9 anos. No caso de adolescentes com idade entre 10 e 19 anos, o tratamento com medicamentos aprovados, como as chamadas canetas emagrecedoras, segundo a entidade, pode ser considerado apenas quando um programa multimodal de estilo de vida supervisionado não tiver alcançado os resultados esperados. “A cirurgia bariátrica pode ser considerada, sob condições rigorosas, para adolescentes com obesidade grave.”
Por Rui Gonçalves • 7 de outubro de 2026
O número de pessoas com doenças inflamatórias intestinais (DII) cresceu cinco vezes no Brasil, entre 2012 e 2025. A incidência dessas enfermidades – como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa – passou de 30 para 158 casos por 100 mil habitantes no período. O dado é de um estudo apresentado no 74º Congresso Brasileiro de Coloproctologia , que ocorre até este sábado (26), em Balneário Camboriú (SC). O levantamento foi feito por dois membros da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP): Abel Quaresma, da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), e Paulo Kotze, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). Eles trabalharam em parceria com pesquisadores das universidades de Calgary (Canadá), de São Paulo (USP), estadual de Campinas (Unicamp), entre outras. Com base em registros do Sistema Único de Saúde (SUS) , os pesquisadores constataram ainda que o número de novos casos diagnosticados, por ano, aumentou de 9,35 para 12,34 no mesmo período. Entenda As doenças inflamatórias intestinais são enfermidades autoimunes, ou seja, elas aparecem quando o sistema imunológico começa a atacar as próprias células e tecidos da própria pessoa. Com isso, há um processo crônico de inflamação.
Por Rui Gonçalves • 15 de setembro de 2026
Nesta terça-feira, 15 de setembro, a Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (LOSAN) completa 20 anos. Instituída pela Lei nº 11.346, de 15 de setembro de 2006, a legislação representa um dos principais marcos brasileiros na construção de políticas destinadas à promoção e à garantia do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA). Logo em seu artigo 2º, a LOSAN estabelece que “a alimentação adequada é direito fundamental do ser humano”, indispensável à realização dos demais direitos previstos na Constituição Federal. A legislação também atribui ao poder público a responsabilidade de adotar políticas e ações necessárias para promover e garantir a Segurança Alimentar e Nutricional. A publicação da lei, há duas décadas, contribuiu para consolidar no ordenamento jurídico brasileiro uma compreensão da alimentação que vai além da disponibilidade de alimentos. Alimentar-se adequadamente envolve acesso, qualidade, regularidade, cultura, sustentabilidade e condições sociais que possibilitem às pessoas exercer esse direito com dignidade. LOSAN criou o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional Entre os principais legados da LOSAN está a criação do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN), estruturado para articular poder público e sociedade civil na formulação e implementação de políticas, planos, programas e ações voltados à garantia do Direito Humano à Alimentação Adequada. A própria legislação estabelece uma concepção ampla de Segurança Alimentar e Nutricional. Ela compreende a realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade e em quantidade suficiente, sem comprometer o atendimento de outras necessidades essenciais. Também considera que as práticas alimentares devem ser promotoras da saúde, respeitar a diversidade cultural e ser ambiental, cultural, econômica e socialmente sustentáveis. Essa compreensão permite reconhecer que alimentação e Nutrição estão diretamente relacionadas a temas como renda, produção e abastecimento de alimentos, agricultura familiar, saúde, educação, assistência social, cultura alimentar, sustentabilidade e redução das desigualdades. Vinte anos depois, os princípios estabelecidos pela LOSAN permanecem atuais diante dos desafios relacionados à garantia do acesso à alimentação adequada e saudável, às diferentes manifestações da má nutrição, às desigualdades sociais e às transformações dos sistemas alimentares. Nutricionistas também fazem parte dessa história A atuação de nutricionistas atravessa diferentes espaços relacionados à efetivação da Segurança Alimentar e Nutricional. Esses profissionais estão presentes na saúde, na alimentação escolar, na assistência social, na gestão de políticas públicas, na produção e oferta de refeições, na educação alimentar e nutricional, na pesquisa e em diferentes espaços de participação e controle social. Para o presidente do Conselho Regional de Nutrição da 6ª Região (CRN-6), Rafael Azeredo, os 20 anos da LOSAN representam uma oportunidade de reconhecer as conquistas construídas nas últimas duas décadas e, ao mesmo tempo, reafirmar compromissos para o futuro. “Celebrar os 20 anos da LOSAN é reconhecer uma conquista histórica, mas também reafirmar um compromisso que continua muito atual. A alimentação adequada é um direito e garantir esse direito exige políticas públicas, participação social e profissionais comprometidos com a Segurança Alimentar e Nutricional. Nutricionistas estão presentes em diferentes pontos dessa construção, da alimentação escolar à saúde, da assistência social à gestão pública. Como Conselho, defendemos uma Nutrição que compreenda a alimentação também como direito, cultura, dignidade e cidadania”, destaca Rafael Azeredo. Para o CRN-6, celebrar as duas décadas da LOSAN também significa reconhecer a responsabilidade da Nutrição no fortalecimento das políticas públicas de alimentação e nutrição e na construção de caminhos para que o direito estabelecido pela legislação seja vivido concretamente nos diferentes territórios. Um direito que precisa chegar a todas as mesas A trajetória iniciada com a LOSAN também evidencia a importância da articulação entre diferentes setores do poder público e da participação da sociedade civil na construção das políticas de Segurança Alimentar e Nutricional. Ao completar 20 anos, a lei permanece como referência para pensar não apenas o acesso aos alimentos, mas que alimentos chegam à população, como são produzidos, em quais condições são acessados e de que maneira as políticas públicas podem contribuir para sistemas alimentares mais justos, saudáveis e sustentáveis. A data, portanto, vai além da celebração de um marco legal. É também oportunidade para reafirmar que enfrentar a fome e todas as manifestações da má nutrição, promover a alimentação adequada e saudável e fortalecer as políticas de Segurança Alimentar e Nutricional são compromissos permanentes. Há 20 anos, a LOSAN inscreveu em lei um princípio fundamental: alimentação adequada é direito. Fazer esse direito chegar a todas as pessoas continua sendo uma construção coletiva.
Por Rui Gonçalves • 12 de setembro de 2026
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) estabeleceu a obrigatoriedade de recadastramento no novo sistema de gestão do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). A medida consta da Portaria MTE nº 1.582/2026, publicada no Diário Oficial da União em 8 de setembro. A determinação alcança todos os nutricionistas, empresas beneficiárias, empresas fornecedoras e empresas facilitadoras já registradas no Programa. De acordo com a Portaria, os dados deverão ser integralmente recadastrados no prazo de 30 dias, contado da data de publicação da norma. A atualização é necessária porque, segundo o MTE, não é tecnicamente possível migrar e reaproveitar os dados cadastrais mantidos no sistema anterior. Quem não realizar o procedimento dentro do prazo terá o cadastro no PAT automaticamente excluído. Como fazer o recadastramento O acesso ao novo sistema do PAT é realizado exclusivamente por meio de autenticação eletrônica pela conta gov.br. pelo link: https://novopat.trabalho.gov.br/login
Por Rui Gonçalves • 5 de setembro de 2026
No dia 5 de setembro de 1908, nascia, no Recife, Josué de Castro, médico, professor, pesquisador, escritor, geógrafo e uma das figuras mais importantes da história brasileira no enfrentamento à fome. Autor de obras fundamentais, como “Geografia da Fome” e “Geopolítica da Fome”, Josué contribuiu para demonstrar que a fome não deveria ser compreendida como uma consequência inevitável da natureza ou da escassez de alimentos. Sua obra evidenciou as relações entre fome, desigualdade e condições sociais, ajudando a transformar o tema em uma questão política e de interesse público. Sua atuação ultrapassou as fronteiras brasileiras. Josué de Castro presidiu o Conselho Executivo da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), foi deputado federal e levou internacionalmente o debate sobre o enfrentamento à fome. Para o presidente do Conselho Regional de Nutrição da 6ª Região (CRN-6), Rafael Azeredo, revisitar seu legado também significa reafirmar compromissos que permanecem centrais para a Nutrição. “Josué de Castro nos ensinou a enxergar a fome para além da ausência de comida. Seu pensamento continua nos convocando a compreender a alimentação como um direito e a enfrentar as desigualdades que impedem tantas pessoas de exercê-lo. Para nós, nutricionistas, especialmente no Nordeste, manter esse legado vivo também significa defender políticas públicas, a Segurança Alimentar e Nutricional e o Direito Humano à Alimentação Adequada”, destaca Rafael Azeredo. Nascido em Pernambuco e reconhecido internacionalmente, Josué deixou um pensamento que permanece atual diante dos desafios relacionados à fome e ao acesso à alimentação adequada. Neste aniversário de seu nascimento, o CRN-6 celebra sua trajetória e reconhece a contribuição de Josué de Castro para uma compreensão da alimentação profundamente ligada à dignidade, à justiça social e ao direito à vida.
Por Rui Gonçalves • 1 de setembro de 2026
O Conselho Regional de Nutrição da 6ª Região (CRN-6) realizou, no dia 31 de agosto, o Conecta Maceió 2026, encerrando em Alagoas o circuito promovido pelo Regional durante o mês do nutricionista. Realizado no Centro Cultural Reitor João Sampaio, do CESMAC, o encontro reuniu mais de mil pessoas, entre nutricionistas e estudantes de Nutrição, em uma programação dedicada à formação profissional, à ciência, à Segurança Alimentar e Nutricional e à valorização da categoria. Depois de passar por Recife (PE), Campina Grande (PB), Mossoró (RN) e Petrolina (PE), o Conecta chegou à capital alagoana no próprio Dia do Nutricionista, transformando a data em um grande encontro entre profissionais, estudantes, instituições de ensino, entidades representativas e diferentes órgãos comprometidos com a promoção da saúde e com o Direito Humano à Alimentação Adequada. Minicursos abriram a programação em parceria com a ALNUT As atividades começaram ainda pela manhã, com seis minicursos simultâneos, realizados em parceria com a Associação Alagoana de Nutrição (ALNUT) e com o apoio do CESMAC. A programação abordou diferentes campos de atuação e temas contemporâneos da Nutrição: “Suplementação na pré-concepção e na gestação”, com Mônica Assunção; “Amamentação nos primeiros 1000 dias de vida: Nutrição, imunidade e desenvolvimento”, com Renata Moura; “O dilema de uma droga potente diante de uma doença persistente”, com Denis Esper Cintra; “Da política ao descarte: o papel do nutricionista na Segurança Alimentar e Nutricional”, com Vitinho Gouveia; “Do Prato ao Comportamento: Estratégias Práticas para a Seletividade Alimentar no TEA”, com Andreza de Araujo Luna; e “Aplicando o Guia Alimentar para a População Brasileira: Caminhos e ferramentas para a prática profissional”, com Nayara Leite. A realização dos minicursos ampliou a proposta formativa do Conecta Maceió, aproximando profissionais e estudantes de discussões diretamente relacionadas à prática profissional e aos diferentes espaços ocupados pela Nutrição. União de instituições pela Nutrição e pela Segurança Alimentar e Nutricional À tarde, a solenidade oficial de abertura reuniu diferentes instituições em uma mesa que expressou a proposta de articulação defendida pelo CRN-6. Participaram da composição Rafael Azeredo, presidente do CRN-6; Manuela Dolinski, presidente do Conselho Federal de Nutrição (CFN); Maria das Graças Cavalcanti, presidente do SINDNUT/AL; Prof. Haroldo Ferreira, presidente da ALNUT; José Joaquim da Silva Neto, representante da Executiva Nacional dos Estudantes de Nutrição; Bruno Lamenha, Procurador Regional dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal em Alagoas; Bruno Tavares, delegado da Polícia Civil de Alagoas; Alexandra Beurlen, promotora de Justiça de Alagoas; Douglas Apratto Tenório, vice-reitor do CESMAC; e Franklin Amorim Machado, representante da SESAU. A presença conjunta do Conselho profissional, entidades da categoria, representação estudantil, instituições de ensino, Ministério Público Federal, Ministério Público de Alagoas, Polícia Civil e gestão pública de saúde marcou um dos principais sentidos do encontro: unir diferentes forças em defesa da Nutrição, dos nutricionistas e da Segurança Alimentar e Nutricional . “Um Conselho presente, uma Nutrição mais forte” Durante a programação, o presidente do CRN-6, Rafael Azeredo , apresentou as ações desenvolvidas pelo Regional e destacou a proposta de construir um Conselho cada vez mais próximo da categoria e dos territórios. Em sua fala, Rafael apresentou resultados da atuação do CRN-6 nos quatro estados de sua jurisdição, com destaque para as ações de fiscalização, articulação institucional, formação profissional e defesa da Segurança Alimentar e Nutricional. Entre os resultados apresentados esteve o trabalho desenvolvido pelo Regional em relação ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) em Alagoas. Entre fevereiro de 2024 e agosto de 2026, o número de nutricionistas integrantes do quadro técnico passou de 56 para 166, enquanto os municípios sem responsável técnico passaram de 50 para 16. Outro resultado destacado foi a redução de 46 para zero no número de municípios alagoanos sem qualquer nutricionista registrado no SIGPNAE. A atuação envolve fiscalização e articulação com instituições como o Ministério Público, fortalecendo o acompanhamento das condições de execução da política de alimentação escolar e da presença adequada de nutricionistas. Ao apresentar o trabalho desenvolvido pelo Regional, Rafael sintetizou a perspectiva que orienta a atual atuação institucional: “CRN-6: um Conselho presente, uma Nutrição mais forte”. Ciência e atualização profissional A programação científica teve como um dos destaques a palestra magna “Obesidade e cérebro: os danos neurais no hipotálamo e os desafios para o cuidado nutricional”, ministrada pelo professor Denis Esper Cintra, da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). O Conecta também promoveu duas mesas de discussão. A primeira, “Obesidade em Debate: políticas públicas, cuidado e equidade em saúde”, contou com mediação do professor Haroldo Ferreira e participação de Pabyle Flauzino, com uma abordagem voltada ao cuidado em saúde sem estigmatização dos corpos. A segunda mesa, “Promoção da Saúde: da Alimentação Coletiva ao Cuidado Clínico”, teve mediação da professora Giane Meyre e reuniu Islândia Bezerra, discutindo sistemas alimentares sustentáveis e alimentação coletiva; Andréa Aragão, abordando evidências para uma Nutrição centrada na pessoa; e Thaysa Brandão, tratando do papel estratégico do nutricionista na promoção da saúde ao longo do ciclo da vida. Mostra Se Liga valoriza experiências acadêmicas Outro espaço de destaque foi a Mostra Se Liga , que integrou estudantes, docentes e instituições de ensino em torno da apresentação de experiências de ensino, pesquisa e extensão. Os trabalhos apresentados abordaram temas como educação alimentar e nutricional, Segurança Alimentar e Nutricional, população em situação de rua, saúde materno-infantil, diabetes, fibrose cística, alimentação na infância e tecnologias educativas. A iniciativa abriu espaço dentro do Conecta para que experiências desenvolvidas nas instituições de ensino também circulassem entre os participantes, aproximando formação acadêmica, atuação profissional e necessidades da sociedade. CRN-6 lança aplicativo durante o evento O Conecta Maceió também marcou o lançamento do App Conecta CRN-6, nova ferramenta do Conselho para ampliar e facilitar o acesso da categoria aos serviços institucionais. A plataforma reúne recursos como Carteira de Identidade Profissional em formato digital, acesso aos serviços do CRN-6, autoatendimento, chat e notícias, fortalecendo a estratégia de modernização e aproximação do Conselho com nutricionistas e técnicos em Nutrição e Dietética. O lançamento integrou a apresentação institucional conduzida por Rafael Azeredo e simbolizou mais uma etapa do processo de transformação digital do Regional. Homenagem à nutricionista Júlia Levino Em um dia dedicado à valorização da profissão, o CRN-6 também reservou espaço para reconhecer quem ajudou a construir a história da Nutrição em Alagoas. A nutricionista Júlia Levino, a profissional mais antiga de Alagoas, foi homenageada durante o Conecta Maceió pelos serviços prestados à Nutrição e por sua trajetória profissional. A homenagem conectou diferentes gerações da categoria em um encontro que reuniu desde estudantes que estão iniciando sua formação até profissionais que carregam décadas de contribuição à Nutrição alagoana. A programação contou ainda com apresentações culturais, ampliando a celebração do Dia do Nutricionista e valorizando também a cultura no encontro promovido pelo Regional. Um circuito para conectar a Nutrição O Conecta 2026 percorreu os quatro estados que integram a jurisdição do CRN-6, promovendo encontros em Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas. Mais do que uma programação comemorativa, o circuito aproximou o Conselho dos profissionais e estudantes, promoveu atualização técnico-científica, abriu espaços de diálogo sobre o exercício profissional e fortaleceu articulações com instituições públicas, entidades representativas e instituições de ensino. Encerrar esse percurso em Maceió, no 31 de agosto, deu ao encontro um significado especial: celebrar o Dia do Nutricionista colocando a própria Nutrição em movimento, conectando ciência, profissão, políticas públicas, cultura e sociedade.
25 de agosto de 2026
O Conselho Regional de Nutrição da 6ª Região (CRN-6) lança, no próximo 31 de agosto, o Conecta Nutri, aplicativo criado para ampliar e facilitar o acesso de nutricionistas e Técnicos em Nutrição e Dietética aos serviços do Conselho. A apresentação oficial acontecerá durante o Conecta Maceió (AL), no Centro Cultural do CESMAC, integrando as celebrações pelo Dia do Nutricionista. A nova ferramenta representa mais uma etapa do processo de modernização dos serviços do CRN-6 e foi pensada para reunir, em um único ambiente digital, funcionalidades que fazem parte da relação cotidiana dos profissionais com o Conselho. Entre as novidades está a Carteira de Identidade Profissional em formato digital, permitindo que o profissional tenha sua identificação disponível diretamente no celular. O aplicativo também reunirá serviços de autoatendimento, atendimento por chat, notícias, informações institucionais e acesso a diferentes serviços do CRN-6. Um Conselho cada vez mais perto Com jurisdição em Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, o CRN-6 atende profissionais distribuídos por um território amplo. A ampliação dos canais digitais é uma das estratégias para reduzir distâncias e tornar o relacionamento com o Conselho mais simples e acessível. Para o presidente do CRN-6, Rafael Azeredo, o lançamento do aplicativo no Dia do Nutricionista também simboliza o compromisso da instituição com a melhoria contínua dos serviços oferecidos à categoria. “Queremos um Conselho cada vez mais próximo dos nutricionistas e Técnicos em Nutrição e Dietética. O Conecta Nutri nasce justamente com esse propósito: facilitar o acesso, diminuir distâncias e reunir serviços importantes em um espaço que estará disponível na palma da mão. Lançar essa ferramenta no Dia do Nutricionista é também uma maneira de celebrar a profissão olhando para o futuro e para aquilo que podemos melhorar na relação entre o Conselho e a categoria”, afirma Rafael Azeredo. A expectativa é que o aplicativo se torne uma das principais portas de entrada digitais para os serviços do CRN-6, facilitando demandas que hoje exigem a utilização de diferentes canais. Carteira de Identidade Profissional em formato digital Um dos principais recursos apresentados com o Conecta Nutri será a Carteira de Identidade Profissional em formato digital. A funcionalidade amplia a praticidade no acesso à identificação profissional e integra a carteira ao conjunto de soluções digitais disponibilizadas pelo Conselho. Além dela, o aplicativo permitirá acessar funcionalidades de autoatendimento, acompanhar informações institucionais e notícias e utilizar um chat de atendimento, concentrando diferentes possibilidades em um único ambiente. A proposta é simples: reduzir caminhos. Em vez de buscar diferentes canais para acessar informações e serviços, o profissional poderá encontrar parte importante dessa relação com o CRN-6 diretamente no aplicativo. Tecnologia a serviço da categoria A implantação do Conecta Nutri envolve diretamente o trabalho da área de Tecnologia da Informação do Conselho, responsável por articular as necessidades institucionais às soluções digitais oferecidas aos profissionais. Para Nairton Severiano, chefe de Tecnologia da Informação do CRN-6, o aplicativo representa um avanço na experiência de nutricionistas e TNDs com os serviços digitais da instituição. “O Conecta Nutri foi pensado para simplificar a experiência do profissional com o CRN-6. Estamos reunindo em um único ambiente serviços, atendimento, informações e a Carteira de Identidade Profissional em formato digital. É um avanço importante porque utiliza a tecnologia para reduzir caminhos e tornar o Conselho mais acessível, independentemente de onde o profissional esteja”, explica Nairton. Segundo ele, o lançamento também abre caminho para a evolução contínua dos serviços digitais oferecidos pelo Conselho. “Não estamos falando apenas do lançamento de um aplicativo. Estamos estruturando uma nova maneira de o profissional se relacionar digitalmente com o Conselho. O Conecta Nutri nasce com um conjunto de funcionalidades e com a perspectiva de evoluir, incorporando novos serviços e melhorias a partir das necessidades da categoria”, acrescenta. Profissionais devem manter dados atualizados Com a chegada da nova plataforma, o CRN-6 chama atenção para uma providência importante: nutricionistas e Técnicos em Nutrição e Dietética devem manter seus dados cadastrais atualizados junto ao Conselho. A atualização contribui para o correto acesso às funcionalidades digitais e para que os canais de relacionamento do CRN-6 consigam alcançar os profissionais com informações e serviços. Por isso, neste período de lançamento, a orientação é que a categoria confira seus dados e, quando necessário, realize a atualização cadastral. Lançamento acontece no Conecta Maceió A apresentação oficial do Conecta Nutri acontecerá no dia 31 de agosto, durante o Conecta Maceió, evento que encerra o circuito promovido pelo CRN-6 em celebração ao mês do Nutricionista. O lançamento terá um momento específico dentro da programação para apresentar ao público a plataforma, suas funcionalidades e as possibilidades de utilização. A escolha do Conecta para apresentar a novidade também dialoga com a própria proposta que orientou as ações do CRN-6 ao longo de agosto: aproximar o Conselho da categoria e criar novas possibilidades de conexão. Depois de percorrer cidades e reunir profissionais presencialmente, o Conecta ganha também uma dimensão digital.
Por Rui Gonçalves • 25 de agosto de 2026
O Conselho Regional de Nutrição da 6ª Região (CRN-6) realiza, no próximo 31 de agosto, Dia do Nutricionista, o Conecta Maceió (AL). O evento encerra o circuito de encontros promovido pelo Conselho ao longo do mês de agosto e transforma a capital alagoana em ponto de encontro para profissionais, estudantes, docentes, pesquisadores e instituições ligadas à Alimentação e Nutrição. A programação acontece ao longo de todo o dia e foi construída para articular formação, ciência, exercício profissional e valorização da categoria. Pela manhã, serão realizados seis minicursos simultâneos, em parceria com a Associação Alagoana de Nutrição (ALNUT), ampliando as possibilidades de atualização e aprofundamento técnico dos participantes. À tarde e à noite, o Centro Cultural do CESMAC recebe a programação principal do Conecta, com solenidade de abertura, apresentações culturais, lançamento do aplicativo Conecta CRN-6, apresentação institucional, conferência e mesas temáticas. Para o presidente do CRN-6, Rafael Azeredo, realizar o encontro justamente no Dia do Nutricionista amplia o significado da programação. “Chegamos a Maceió depois de percorrer diferentes cidades da nossa jurisdição, aproximando o Conselho dos profissionais e dos estudantes. Celebrar o Dia do Nutricionista dessa maneira diz muito sobre o que acreditamos: uma profissão se fortalece quando encontra espaços para dialogar, atualizar conhecimentos, construir coletivamente e pensar o seu futuro. O Conecta é também um convite para que a categoria esteja cada vez mais próxima do seu Conselho”, destaca Rafael. Ciência e debates sobre os desafios da profissão A programação científica abordará diferentes dimensões da atuação profissional, incluindo obesidade, sistemas alimentares, cuidado nutricional, alimentação coletiva, promoção da saúde e equidade. Entre os destaques está a conferência “Obesidade e cérebro: os danos neurais no hipotálamo e os desafios para o cuidado nutricional”, conduzida pelo professor Denis Esper Cintra, da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). O evento também contará com mesas que aproximam diferentes perspectivas sobre obesidade, políticas públicas, sistemas alimentares, cuidado não estigmatizante, Nutrição centrada na pessoa e promoção da saúde ao longo do ciclo da vida. Segundo Adriana Paffer, coordenadora da Comissão Organizadora do Conecta, a programação foi pensada para mostrar a amplitude da Nutrição e favorecer encontros entre diferentes experiências profissionais. “O Conecta foi construído a muitas mãos. Em cada edição, buscamos reunir temas que dialogam com o cotidiano profissional, mas também criar um espaço em que nutricionistas, estudantes, docentes e instituições possam se encontrar. Em Maceió, encerramos esse circuito com uma programação muito ampla, que vai dos minicursos aos grandes debates científicos. É esse movimento de estar junto, trocar experiências e conectar saberes que dá sentido ao Conecta”, afirma Adriana. Mostra Se Liga valoriza experiências da formação em Nutrição Outro destaque será a Mostra Se Liga 2026 , espaço destinado à apresentação de experiências desenvolvidas por estudantes e ligas acadêmicas de Nutrição de instituições de ensino de Alagoas. Os trabalhos selecionados abordam temas como Educação Alimentar e Nutricional, Segurança Alimentar e Nutricional, saúde materno-infantil, doenças crônicas, avaliação da composição corporal, extensão universitária e promoção da saúde. A Mostra permanecerá aberta ao longo da programação, possibilitando que os participantes conheçam projetos desenvolvidos no ambiente acadêmico e dialoguem diretamente com seus autores. Um circuito para aproximar o CRN-6 da categoria O Conecta integra as ações do CRN-6 em celebração ao mês do Nutricionista e, ao longo de agosto, percorreu diferentes cidades da jurisdição do Conselho, criando espaços descentralizados de encontro e atualização profissional. Em Maceió, a expectativa ganhou proporções ainda maiores. A poucos dias do evento, o Conecta já contabiliza 1.470 inscritos entre nutricionistas e estudantes, demonstrando a mobilização da categoria e da comunidade acadêmica alagoana. Mais do que encerrar o circuito, a edição de Maceió sintetiza a proposta que acompanhou todo o projeto: aproximar pessoas, instituições e diferentes campos de atuação para pensar coletivamente os caminhos da profissão. No dia em que o Brasil celebra quem escolheu a Nutrição como profissão, o CRN-6 encerra o mês com um convite que atravessou todo o circuito: conectar saberes para transformar vidas.
17 de agosto de 2026
O Conselho Regional de Nutrição da 6ª Região (CRN-6) divulga a lista de trabalhos aprovados para participação na Mostra Se Liga 2026, que integra a programação do Conecta Alagoas, no dia 31 de agosto, em Maceió. A iniciativa abre espaço para experiências desenvolvidas por estudantes e ligas acadêmicas de Nutrição de instituições de ensino de Alagoas, valorizando projetos que articulam formação, ciência, extensão universitária e atuação junto à sociedade. Entre os trabalhos selecionados estão experiências relacionadas à Educação Alimentar e Nutricional, Segurança Alimentar e Nutricional, saúde materno-infantil, doenças crônicas, inovação na avaliação nutricional, extensão universitária e promoção da saúde. Os trabalhos aprovados representam diferentes instituições de ensino superior e mostram a diversidade de experiências construídas durante a formação em Nutrição. Orientações para os trabalhos aprovados Os estudantes responsáveis pelos trabalhos selecionados deverão providenciar a confecção do banner, seguindo o tamanho padrão de 1,20 m de altura x 0,80 m de largura. Os banners deverão permanecer expostos durante todo o dia da Mostra Se Liga. Além disso, os autores deverão se organizar para garantir a presença de pelo menos um integrante do trabalho junto ao banner durante todos os momentos destinados à programação da Mostra, possibilitando a apresentação do projeto, o diálogo com os participantes e a avaliação das experiências. É responsabilidade de cada grupo assegurar que o trabalho esteja representado durante todo o horário estabelecido para a Mostra, com revezamento entre os autores quando necessário. A proposta da Mostra Se Liga é transformar o espaço em um ponto de encontro entre estudantes, profissionais e instituições, permitindo que experiências desenvolvidas dentro e fora das universidades circulem, sejam compartilhadas e inspirem novas práticas em Alimentação e Nutrição. A atividade integra as celebrações do Dia do Nutricionista, dentro da programação do Conecta Alagoas, promovido pelo CRN-6. No dia 31 de agosto, ciência, formação profissional e experiências acadêmicas estarão juntas para mostrar também quem está construindo o futuro da Nutrição em Alagoas. Lista de trabalhos aprovados na Mostra Se Liga Oficinas culinárias como estratégia de educação alimentar e inclusão social para pessoas em situação de rua: relato de experiência extensionista Autores: Alanycléia Alves Vasconcelos; Amanda Roberta Souza Silva; Ana Beatriz Macêdo dos Santos Silva; Helena Brito da Silva; Isabely Keytt da Silva; João Kayky Silva de Melo. Orientadora: Bárbara Moraes. Instituição: UNINASSAU Maceió. Acolhe-MI: o uso de podcast como estratégia de divulgação científica e educação em saúde materno-infantil Autores: Dulce Camilly de Mendonça Marinho Wanderley; Roberta Valenthina de Melo Bezerra Crispim; Hyuan Henrique de Souza; Natália Barros Diniz; Maria Izabel Siqueira de Andrade; Aryanne da Silva Nascimento. Orientadora: Maria Izabel Siqueira de Andrade. Instituição: Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Abordagem nutricional lúdica com crianças assistidas por um Centro de Recuperação e Educação Nutricional (CREN) de Maceió-AL: educação alimentar e nutricional como estratégia de promoção da saúde Autores: Raphaela Costa Ferreira Lemos; Isabelly Vitória Silva Barbosa Leite; Rayssa Camylla da Silva Toledo; Manuela Andrade Bezerra; Maria Eduarda Ferro Silva. Orientadora: Marilene Brandão Tenório Fragoso. Instituição: Afya Centro Universitário Unima. Políticas que Nutrem: Educação Alimentar e Nutricional para o fortalecimento da Segurança Alimentar e Nutricional na Atenção Primária à Saúde Autores: Cinthia Myrelle; Isabelle Rodrigues; Julia Luiza; Larissa Braz; Maria Eduarda. Orientadora: Palloma Krishna Araújo Alves Costa. Instituição: Centro Universitário Mario Pontes Jucá (UMJ). Projeto SOFIA: inovação na avaliação da composição corporal por ultrassonografia em crianças e adolescentes com fibrose cística Autores: Maria Eduarda Azevedo Souza; Graciely Passos dos Santos; Bruno Gabriel Agostinho de Araújo; Mikael da Silva Oliveira; Aryanne da Silva Nascimento; Maria Izabel Siqueira de Andrade. Orientadora: Maria Izabel Siqueira de Andrade. Instituição: Universidade Federal de Alagoas (UFAL). LIEAN: Transformando Saberes em Práticas de Educação Alimentar e Nutricional Autores: Grazielle Evelyn Tourinho dos Santos; Maria Júlia Neco dos Santos Oliveira; Maria Luiza Salvador dos Santos; Clara Letticia Nascimento Albuquerque; Amanda Maria Monteiro Ferreira; Isadora Bianco Cardoso de Menezes. Instituição: Centro Universitário CESMAC-AL. Construção de uma cartilha educativa para o manejo do diabetes: relato de experiência da LANDC na extensão universitária Autores: Adriana Carla Ferreira dos Santos; Gabriel dos Santos Farias; Hiolanda Praxedes Barros Monteiro; Monique de Alcântara Silva; Vanessa Vitória Sobral Oliveira da Silva. Orientadora: Laís Nanci Pereira Navarro Pessoa. Instituição: Centro Universitário Estácio de Alagoas. Além da sala de aula: formação integral em Nutrição por meio de atividades de ensino, pesquisa e extensão Autores: Lydia Rafaella de Oliveira Felix; Jully Gonçalves Leite de Albuquerque; Jessica Batista dos Santos; Lavínia Pires da Silva; Luís Antônio Bomfim dos Santos. Orientadora: Lais Nanci Pereira Navarro Pessoa. Instituição: Centro Universitário Estácio de Alagoas. Tabuleiro da Saúde: tecnologia educativa para promoção da Educação Alimentar e Nutricional na infância Autores: Amanda Letícia Z. Pereira Gomes; Kevin Soares da Silva Santos; Jouberth Arthur Marques Silva; Wellanny Maria Peixoto; Yuri Monteiro Mendes Nogueira Maciel; Erika Cristiane dos Santos. Orientadora: Palloma Krishna Araújo Alves Costa. Instituição: Centro Universitário Mario Pontes Jucá (UMJ).